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Avaliação neurocognitiva 30/10/2014


Por: Michele

30/10/2014

Nos textos anteriores, foram elucidadas duas ciências complementares que talvez muitos pais não conheçam: A neurociência e a neuroeducação. A partir dessa etapa, o objetivo do presente texto é explicar um pouquinho da avaliação neurocognitiva e quando se deve buscar um profissional para realizá-la. Esse tipo de avaliação trata-se de um exame complementar, ou seja, é utilizado para o diagnóstico dos déficits cognitivos presentes nas patologias do sistema nervoso central, como a tomografia é utilizada para investigar a presença de um tumor ou de uma isquemia cerebral. A avaliação neurocognitiva não é como um exame de laboratório que se faz em alguns minutos ou horas, mas sim um processo de natureza clinica longo e demorado, que envolve a interação do examinador com a família e com o sujeito a ser avaliado.

As funções cognitivas avaliadas incluem:
Linguagem
Atenção e concentração
Funções executivas
Memória visual e verbal
Funções visuoconstrutivas e visuoespaciais
Funções sensório-motoras
Habilidades acadêmicas (escrita, leitura e matemática).
Funções adaptativas

Funções cognitivas superiores: formação de conceitos, raciocínio lógico, fundo de conhecimentos, capacidade de solucionar problemas e de pensar de forma abstrata.

Diversos instrumentos são utilizados nesse tipo de avaliação: a) observação do comportamento do sujeito durante a anamnese (entrevista histórica), durante a interação com a família e durante a realização das tarefas propostas; b) realização de tarefas neurocognitivas retiradas da literatura e pertinentes às hipóteses levantadas pela história clinica; c) utilização de escalas respondidas pelo cliente, pelos familiares e por educadoras; d) observação do comportamento do sujeito em casa e na escola, ou manter contato com outros profissionais.

Quando a avaliação cognitiva está indicada?
Crianças com dificuldades de aprendizado escolar.
Déficit de Atenção
Retardo Mental ou outros problemas intelectuais
Transtornos Específicos do Aprendizado (dislexia, discalculia, disgrafia, transtorno não-verbal)
Transtorno de Coordenação Motora
Transtornos de Linguagem
Problemas cognitivos específicos que interferem no aprendizado, como déficit nas funções executivas, déficits visuoespaciais, déficits na memória
Transtornos psiquiátricos e comportamentais que interferem no aprendizado
Crianças com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor:

Se uma criança teve atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor (como atrasos para caminhar ou problemas na fala) ela poderá apresentar déficits neuropsicológicos que resultarão em problemas de aprendizado. Hoje sabemos que a dislexia pode e deve ser diagnosticada antes da criança entrar para a primeira série, a fim de que o problema possa ser prevenido.

O exame neurocognitivo pode ser realizado mesmo em crianças pequenas, com um ou dois anos, caso já apresentem algum atraso no seu desenvolvimento neuropsicomotor.

Doenças do desenvolvimento com comprometimento cognitivo
Autismo e Asperger
TDAH
Psicoses, Esquizofrenia
Depressáo e Transtorno Bip
Crianças com doenças que interfiram no funcionamento cerebral
Epilepsia.
Traumatismo Crânioencefálico
Hidrocefalia
Doenças do sono

Os dados encontrados nestes exames permitem um diagnóstico definitivo e a construção de um programa de reabilitação adequado para os déficits específicos de cada criança.

Neste sentido, o trabalho é todo de natureza clinica quase artesanal. Uma investigação neurocognitiva é uma forma de exame do estado mental, o qual deve abordar toda uma série de funções.
 

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