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Segunda-feira | 24 de Julho de 2017 07:50

Férias escolares não podem ser sinônimo de sedentarismo

Com a prática regular de atividade física, as crianças ficam mais atentas, alegres e com maior disposição para as demais tarefas; dormem melhor e ficam menos propensas a lesões. Cadeirantes, autistas, hiperativos, entre outros, também devem ser estimulados.

Por: Colaboração Caroline Paulart com supervisão Danielli Artigas

27/12/2016

Foi dada a largada para o período de férias. Junto dele está também a época de dormir tarde e acordar mais tarde, comidas mais calóricas, ficar em casa no sofá, videogame, computador, entre outros. Mas a preocupação com a saúde não pode ter descanso, e o sedentarismo não pode ter lugar na vida das crianças.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 41 milhões de crianças com menos de cinco anos em todo o mundo  estão obesas, e isso se deve à má alimentação atrelada à pouca atividade física. Além disso, a OMS também divulgou que menos de 80% dos adolescentes cumprem a recomendação de pelo menos 60 minutos de atividade física diária.

A Reportagem da Folha de Campo Largo conversou sobre o assunto com os Educadores Físicos Emanuel Andrade e Antonio Cezar de Moura, sobre os benefícios da atividade física na infância e também como prevenir o sedentarismo nas férias. “Hoje um dos maiores problemas são as tecnologias sempre à mão. O celular, o computador e o videogame estão disponíveis para as crianças, que pouco brincam ‘lá fora’. Além disso também tem a questão da  segurança, os pais e avós dessa geração tiveram a oportunidade de brincar na rua, privilégio que essa geração não tem”, diz o professor Antonio.

Entre os benefícios da atividade física na infância, apontados pelo professor Emanuel, está a melhora de raciocínio, comportamento e imunidade. “São evitados vários problemas de saúde, além da questão de melhora da aptidão  física, coordenação motora, doenças metabólicas como colesterol e diabetes. Entretanto, é bem importante aliar a atividade física com uma alimentação balanceada”, afirma o professor. Como opção para uma boa alimentação, os professores recomendam uma maior ingestão de alimentos integrais, proteínas, cereais, frutas, verduras, legumes e hortaliças em geral. “É importante lembrar que se trata de uma criança, então é normal  que ela tenha vontade de comer um doce ou salgadinho, mas isso não pode ser um hábito”, diz o professor Antonio.

Com a prática regular de atividade física, segundo os profissionais, as crianças ficarão mais atentas, alegres e com maior disposição para as demais tarefas, dormirá melhor e menos propensa a lesões. Porém, para que todo esse  benefício aconteça é importante o incentivo dos pais no início e ao longo da prática. “Os pais têm que ter postura e se  impor, mas sem obrigar. Devem permanecer firmes. Pais muito permissivos, que não colocam limite de horários para dormir, acordar, quanto tempo pode usar o computador, celular ou videogame, terão maior dificuldade de colocar os  filhos para “se mexer”, indica o professor Antonio. Entretanto, é importante que os filhos escolham qual esporte querem começar a praticar, qual chama mais a atenção deles. “Há uma centena de esportes que as crianças podem
fazer, mas só pode ser escolhido se a criança experimentar. Esse é o primeiro passo para uma vida engajada na atividade física”, recomenda Antonio.

Entre as opções de esportes há Natação, que é possível praticar desde bebê; as Artes Marciais como Karatê, Judô, Capoeira que, além da atividade física, também irá disciplinar as crianças; os jogos em grupo como Futebol, Vôlei e Basquete, que irão proporcionar uma maior interação entre os participantes; a caminhada e a corrida; além da musculação, que pode ser feita de forma funcional, usando o peso do corpo para flexões, por exemplo, ou com aparelhos, mais indicado para pré-adolescentes, além das diversas modalidades de dança. “O verão é uma época propícia para que pais e filhos façam caminhadas, andem de bicicleta, brinquem nos parques, porque o tempo
está bom. Isso além de fazer bem para o corpo, também estreita os laços familiares”, explica o professor Emanuel.

“Todos os esportes melhoram a questão da autoestima, autoconfiança e também ensinam sobre competitividade”,  completa. A indicação de tempo mínimo para atividade física dirigida é duas a três vezes por semana, pelo menos uma hora, mas o brincar deve acontecer diariamente. Inclusão no esporte É importante os pais terem em mente que  cadeirantes, autistas, hiperativos, entre outros, também devem ser estimulados a fazer atividades físicas a fim de aumentar e melhorar a qualidade de vida, além de proporcionar uma maior inclusão social. “Esportes são benéficos
para todos, em qualquer idade ou condição física. Não há desculpa para deixar alguém de fora”, diz Antonio.

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