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Paralimpíadas

Fisioterapeuta de Campo Largo faz trabalho voluntário na Paralimpíadas e conta sua experiência, ressaltando que os paratletas mostram que quando se quer algo se acha um meio, independente da dificuldade.

Por: Jhonatan

27/09/2016

Por Danielli Artigas de Oliveira

“Chega a parecer mentira que algum paratleta ali é cego. Eles são independentes, depois que conhecem a área em que vão ficar fazem tudo sozinhos, desde tomar água, correr sem esbarrar em ninguém, mexer na mochila”, valoriza Murilo Quimelli, fisioterapeuta de Campo Largo que realizou trabalho voluntário com paratletas de judô na Paralimpíadas Rio 2016.

Murilo conta que desde o ano passado iniciou o processo para poder ser um dos voluntários, com envio de curriculum, entrevistas e cursos para se adequar às necessidades deles. Seu objetivo era trabalhar nas Paralimpíadas principalmente por estar mais próximo a área em que atua em sua profissão, que é a reabilitação e reestruturação do corpo para realização de alguma atividade física. “Não posso, não dá, são coisas que não aceito como profissional”, enfatiza, que consegue ver no seu trabalho do dia-a-dia a superação de cada paciente.

“Lá nas Paralimpíadas é o exemplo máximo disso. Eles são exemplos de superação, é uma lição de vida como profissional, de acreditar nas pessoas como eles também acreditam”, comenta Murilo. Ele solicitou participar com paratletas de judô por ser uma modalidade em que tem conhecimento e participam paratletas que têm cegueira total ou parcial. O fisioterapeuta comenta que atuava na área de competição, ou na de aquecimento ou na Central Médica (mini UTI equipada).

Para ele, foi um grande aprendizado pessoal e profissional, por poder participar deste evento tão importante e ver de perto grandes exemplos de vida. “Isso nos mostra ainda mais de quando se quer se acha um meio, independente da dificuldade ou algo que alguém te impôs”, ressalta.

Murilo teve a oportunidade de estar com o maior nome do judô paralímpico brasileiro, Antônio Tenório, que ganhou medalha de prata na categoria 100Kg e aos 45 anos se despede dos Jogos Paralimpícos com seis medalhas.

Paratleta Arthur Cavalcante da Silva, o grande nome do Judô

Paralímpico Antônio Tenório e o campo-larguense Murilo Quimelli

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Sua Opinião





  • Por Daniel - 29 Setembro 2016 | 06h33min

    Parabéns Murilo .... grande profissional e atleta de judô.
    Fica para a história a sua participação...., tem momentos e oportunidades na vida que não tem preço!!! ...ficam para a eternidade e a memória dos nossos filhos!!! Um grande abraço...