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2017 terá dez feriados prolongados e um prejuízo de R$ 10,5 bilhões no varejo

Um ano com diversos feriados prolongados é sempre comemorado por uma parte da população, tendo em vista as possíveis folgas ao decorrer do ano. Porém, o varejo já se preocupa com a quantia de dias de recesso.

Por: Colaboração Caroline Paulart com supervisão Danielli Artigas

10/01/2017

Um ano com diversos feriados prolongados é sempre comemorado por uma parte da população, tendo em vista as possíveis folgas ao decorrer do ano. Porém, o varejo já se preocupa com a quantia de dias de recesso, que podem conduzir a um prejuízo de R$ 10,5 bilhões em todo o país. O levantamento foi feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio -SP).

O economista Marcelo Aoki explica que esse prejuízo ocorre pelo fato dos feriados serem dias de trabalho remunerados pelas empresas, mas não ocorre expediente. “Linhas de produção, vendas, comércio e alguns serviços públicos param seu funcionamento, mas têm sua remuneração garantida. Assim, esse custo fica embutido nas empresas que são obrigadas a repassar isso nos preços de seus produtos e serviços. Logo existe um custo alto para a economia em termos de remunerar, no geral, todos esses trabalhadores em período de folga.”

A Fecomercio-SP prevê que estabelecimentos como lojas de vestuário e calçados tenham uma perda de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, enquanto setores essenciais, o alimentício, o prejuízo chega na casa de R$ 3 bilhões. “Setores como comércio, indústria e logística já passam por período de dificuldades por conta da situação econômica do país. Ao termos ainda de remunerar uma massa enorme de trabalhadores em períodos de folga prolongada, como será no ano de 2017, isso dificulta e atrasa ainda mais a tão esperada recuperação que deverá se iniciar somente no segundo semestre deste ano”, comenta.

Infelizmente, não há como escapar desses prejuízos já previstos, segundo o economista. “Os feriados são datas festivas instituídas pelos Governos Federal, Estadual e Municipal. Logo, é lei que as empresas e órgãos empregadores cumpram a determinação liberando seus colaboradores de suas atividades laborais. Se a empresa optar por solicitar que o colaborador trabalhe durante o feriado isso deverá ser contabilizado como hora-extra na folha salarial, aumentando ainda mais os prejuízos”, explica.

Setor privilegiado
Há um setor em específico que comemora o grande número de feriados prolongados, o turismo. “Restaurantes, hotéis, parques e agências de turismo têm uma ótima oportunidade de melhorar seus resultados em situações como essa. Visto por esse ângulo, o excesso de feriados compensa um pouco as perdas da economia, já que os serviços ligados ao turismo são intensivos em mão-de-obra e empregam muitas pessoas. É uma pena neste ano ainda estarmos passando por uma crise econômica tão intensa, pois, caso contrário, seria ainda mais produtivo para o setor”, diz Aoki.

Ainda segundo o especialista, o setor de turismo é mal explorado e mal estruturado no Brasil. “A discussão sobre o impacto dos feriados seria muito menos intensa se tratássemos o setor da forma que deveria ser tratado, com melhor estrutura, infraestrutura, políticas governamentais e investimento em mão-de-obra qualificada. A ABAV (Associação de Agências de Viagens) estima que os setores ligados ao turismo empregam cerca de 9% de toda a massa de mão-de-obra no Brasil. Isso quer dizer que a cada 11 empregos gerados, pelo menos um vem do setor como um todo. O Brasil é um país que em suas dimensões continentais consegue misturar culturas africanas com praias belíssimas ao norte e a sofisticação do modelo cosmopolita ao sul, consagrando a descendência de inúmeros povos e redutos culturais ainda muito mal explorados por falta de investimento, gestão com um sistema tributário combalido que nos deixa pouco competitivos quando o assunto é turismo, interna e externamente”, finaliza.

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Sua Opinião





  • Por Pedro Bó - 12 Janeiro 2017 | 07h25min

    Todo ano o mesmo blá-blá-blá. Esse assunto já está mofado. A economia nada sofre com isso. O dinheiro continua circulando em locais diferentes.

  • Por ze merenda - 10 Janeiro 2017 | 12h07min

    Pau no porco Juvêncio. . .. Assim da pra beber uma vida . .