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Quinta-feira | 29 de Junho de 2017 09:20

Empresário compra o prédio histórico da família Chemin

A Rua XV de Novembro ainda era Estrada do Mato Grosso, quando o prédio foi construído. Na praça Atílio de Almeida Barbosa havia três famílias que se destacavam, os Chemin, os Torres e os Almeida Barbosa.

Por: Luis Augusto Cabral

Construído no final do século XIX, o prédio histórico da família Chemin, localizado na Praça Atílio de Almeida Barbosa, na esquina das ruas XV de Novembro com Sete de Setembro, acaba de ser vendido para um empresário, cuja identidade ele não quer tornar pública. Não há, ainda, nenhum projeto sobre a restauração ou a demolição do prédio, que faz parte da História da cidade.

Campo Largo ainda não havia sido desmembrada de Curitiba, a Rua XV de Novembro ainda era Estrada do Mato Grosso, quando o prédio foi construído. Na praça Atílio de Almeida Barbosa havia três famílias que se destacavam, os Chemin, os Torres e os Almeida Barbosa. Havia duas farmácias, uma em cada esquina da Estrada do Mato Grosso. Os Torres e os Almeida Barbosa eram adversários políticos, de um lado os pica-pau, de outro os maragatos.

 

O prédio

Atílio de Almeida Barbosa era compadre de Francisco Chemin, comerciante e construtor. Com a morte do coronel Cezar Torres, no início do século XX, a viúva vendeu o mais imponente imóvel comercial da cidade para Francisco Chemin.  O casarão, com mais de 100 anos de história, pertenceu à Família Chemin durante todo o século XX e início do século XXI, funcionou como Hotel durante muito tempo. Sua última ocupação comercial foi um bar, administrado por Darci Chemin, filho de Francisco, o Bar e Sorveteria do Chemin. Parte do mobiliário foi trocado nas décadas de 1950 e 1960. Na parte de cima, havia 13 quartos, que hospedaram muitos viajantes que seguiam de Curitiba para o interior do Estado, no início do século passado.

Naquela época, a Rua XV de Novembro era o trecho urbano da Estrada do Mato Grosso. Na praça, havia um ponto de ônibus. Os viajantes paravam tomavam lanche, almoçavam, tomavam uma pinga, depois prosseguiam a viagen. Muitos pernoitavam no Hotel dos Chemin. Com a construção da BR-277, as linhas de ônibus intermunicipais deixaram de passar pela Estrada do Mato Grosso. O hotel, com o tempo, foi desativado, ficando apenas o bar de Darci Chemin, que funcionou até a sua morte, em 2014.

O novo proprietário do prédio não informou se pretende preservar o imóvel, restaurá-lo ou demoli-lo, para construir. Em Campo Largo não há lei de preservação de imóveis históricos.

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Sua Opinião





  • Por Maria lopes - 22 Maio 2017 | 05h29min

    Deveria ser restaurado, todos os imoveis antigos deverian ser restaurados.

  • Por Maycom - 20 Maio 2017 | 08h17min

    Se não me engano ele não pode demolir patrimônio histórico, assim como alguns fizeram na cidade!

  • Por Marly Camargo Rogacheski - 19 Maio 2017 | 12h34min

    Também me recordo da sorveteria do seu Darcy ali no prédio! Meu saudoso pai, Mário Camargo, sempre me levava ali para saborear os deliciosos sorvetes !

  • Por ANOTNIO ODAIR VENCELOSKI - 19 Maio 2017 | 10h10min

    Fez parte da minha infância e adolescência . Não tinha como não se deliciar com os sorvetes servidos por seu Darci, sem contar as partidas de pebolim com amigos. Bons tempos. Não vou comentar sobre os banheiros. Rsrs