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Terça-feira | 12 de Dezembro de 2017 17:40

Veterinária da cachorrinha da professora Ângela não confirma morte por depressão

“Não se pode afirmar que ela morreu de tristeza, poderia ter depressão, sim, mas não que isso ocasionasse sua morte”, explica veterinária sobre a morte de Dory, cachorrinha da professora Ângela da Trindade. Veterinária e o marido da Ângela, Moisés, falam sobre o assunto 

Por: Caroline Paulart

Milhares de pessoas se comoveram com a história da cachorrinha Dory, que acabou falecendo no último domingo (26) supostamente de “saudade”, em um quadro de depressão. Ela pertencia à professora de matemática Ângela Ferreira Pires da Trindade, de 49 anos, que faleceu no dia 27 de outubro em decorrência de um aneurisma cerebral.

Entretanto, a Folha de Campo Largo conversou com o marido da professora, Moisés Lima Trindade, e com a médica veterinária Morgana Cardoso Pelim, que atendeu a cachorrinha quando ela passou mal, e que contaram o que realmente aconteceu com a Dory.

O marido da professora contou que Ângela tinha duas cachorrinhas e ambas começaram a sentir falta da dona quando ela ainda estava no hospital. “A Ângela acabou ficando internada durante oito dias antes de falecer e ambas já andavam pela casa procurando ela. Realmente ficaram estranhas, mais tristes e realmente sentindo a falta da Ângela. Isso aconteceu com a Dory e ainda acontece com a outra que está viva”, diz.

Elas eram realmente apegadas à dona, segundo relato, pois como Ângela trabalhava em casa estava sempre brincando com elas e enquanto trabalhava dava atenção às cachorrinhas.

Entretanto, Moisés nega informações divulgadas que a Dory estaria sem se alimentar ou que ficava cheirando as roupas da dona. “Isso não aconteceu, até porque elas não têm acesso às roupas da Ângela, é uma informação absurda. Era uma cachorrinha bem cuidada, vacinada, recebia alimentação de qualidade e acompanhamento médico veterinário sempre que necessário, assim como a outra que está conosco”, relembra.

Na noite em que Dory passou mal e teve uma convulsão, Moisés imediatamente levou-a até a Dra. Morgana, que a atendeu prontamente. “Ela já chegou em convulsão, desfalecida. Infelizmente não conseguimos reverter o quadro dela, ainda não tinha visto um cachorro não retornar de uma convulsão”, diz a médica veterinária.

“Não se pode afirmar que ela morreu de tristeza, poderia ter depressão, sim, mas não que isso ocasionasse sua morte. Ela teve uma lesão neurológica e constatamos que ela estava com a glicemia baixa, por meio do exame de sangue. Reafirmo que não é possível afirmar que foi de tristeza. Não foi realizado nenhum exame de necrópsia no animal para determinar sua morte”, enfatiza.

A outra cachorrinha foi levada até a clínica para um check-up e está com uma ótima saúde.

Depressão em cães

A Dra. Morgana explica que os cães podem desenvolver quadros de depressão, assim como os humanos. “Sempre que constatar que o animal não está se alimentando direito, está muito triste, não brinca mais, não recebe o dono quando ele chega e está ansioso é importante que traga o cachorro até a clínica veterinária para o diagnóstico e tratamento corretos”, finaliza.

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