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2016 pode não terminar no dia 31 de dezembro


Por: Luis Augusto Cabral

29/12/2016

O ano de 2016 foi anunciado pelos místicos como um período no qual a manifestação divina seria revelada nos três planos fundamentais para nós, os seres humanos: o mundo espiritual, o mundo da alma e o mundo da matéria. Um ano que se mostraria como o fim de uma era e o começo de um novo ciclo. Para quem observa o mundo, como um todo, não é difícil enxergar que operou-se, num curto espaço de tempo, muitas mudanças nos “quatro cantos” do planeta: guerras, crises de proporções gigantescas, fome, miséria e, para muitos, uma luz no horizonte.

Para nós, brasileiros, 2016 foi um ano marcante, com as crises econômica, política e moral liderando o noticiário todos os dias. Muitos dos “capítulos” chegaram a ser entediantes, dada a repetição. A crise política chegou ao auge, com o impeachment da presidente e a posse do vice-presidente, com a prisão do ex-presidente da Câmara Federal, com o indiciamento do ex-presidente da República e do presidente do Senado. Vimos importantes políticos e empresários corruptos, na cadeia, e, de certa forma, como os místicos previram, o fim de um ciclo e o início de outro.

Em 2016, os preços dos alimentos dispararam nos supermercados e feiras; o leite chegou a quase R$ 5,00 o litro, o feijão a R$ 16 o quilo, e vimos os preços caírem, com a mesma velocidade, ao ponto de não mais remunerarem os produtores, que hoje choram o prejuízo.

No geral, 2016 foi um ano cruel para quem produz no Brasil, desde o produtor rural ao trabalhador, chegando ao empresário. Todos sentiram, na pele, e no bolso, o resultado de um governo corrupto e de uma política incapaz de solucionar os mais simples problemas da nossa economia. Nesse aspecto, 2016 foi um ano muito ruim, cujas mazelas podem se espalhar por muito tempo, contaminando o ano que se inicia. Os empresários, embora esperançosos, admitem que esperam mais dificuldades em 2017, embora acreditem numa recuperação econômica pequena, mas firme.

Também na área política, todos esperam que, em 2017, o Brasil consiga emergir da crise, mais forte, mais justo e mais honesto. As fichas dos brasileiros foram colocadas, todas, na esperança de punição para os corruptos, no sucesso da Justiça em separar o que é certo e justo, do que é corrupção e crime. Todos esperam que, em 2017, os brasileiros possam voltar a ter orgulho do seu País, a acreditar que somente o trabalho, sério e honesto, possa significar progresso material, e não o sucesso às custas do sangue e da vida dos mais humildes.

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