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Quarta-feira | 22 de Novembro de 2017 23:45

Escarpa Devoniana pode ser alterada em projeto de lei

A Escarpa Devoniana compõe hoje 70% do território de Balsa Nova. Toda a serra de São Luiz do Purunã será atingida com o projeto. Um trecho, ainda que menor, de Campo Largo, também está comprometido. Precisamos entender que a aprovação desse projeto de lei trata-se de interesse 

Por: Redação

Uma proporção de terra protegida por Lei, criada em 1992, pode estar com seus dias contados. A APA Escarpa Devoniana, que levou milhares de anos para ser construída pela natureza e foi devastada e explorada de forma inconsciente por anos até receber o título de Área de Proteção Ambiental, agora, está ameaçada novamente, e poderá ser explorada de forma agressiva caso o projeto de lei que está em trâmite na Alep seja aprovado. Além disso, o projeto pode dar abertura para a exploração inconsciente de outras APAs em todo o Estado e no País..

Com essa aprovação, poderá ser feita a exploração ambiental em 70% da área protegida, para a agricultura e indústria, além de dar abertura a outras “aberrações” como essa em outras áreas preservadas, tanto do estado do Paraná, como do país.

Mas, como isso interfere em nossas vidas? Analise, caro leitor, que a Escarpa Devoniana compõe hoje 70% do território de Balsa Nova. Toda a serra de São Luiz do Purunã será atingida com o projeto, deixando de trazer ao município cerca de 24 mil turistas ao ano. Um trecho, ainda que menor, de Campo Largo, também está comprometido. Precisamos entender que a aprovação desse projeto de lei trata-se de interesse de pessoas no uso do local sem se preocupar com a preservação do meio ambiente e espécies de animais.

É a tentativa de retirar de nós, campo-larguenses, balsa-novenses e acima de tudo, paranaenses, um pedaço da nossa história. Nessa região surgiram os primeiros tropeiros, que depois se espalharam por todo o país, como defendem alguns historiadores paranaenses. Eles tiveram papel fundamental na delimitação de territórios de cidades e até mesmo estados no Brasil, formando os primeiros vilarejos. Poucos sabem dessa participação paranaense nessa parte da história, que geraram as comidas, artesanatos, lendas e costumes que formam hoje a cultura do Paraná.

Além disso, haverá redução no repasse de valores de ICMS Ecológico aos municípios que fazem parte da Escarpa, totalizando 12. Esse é um valor consideravelmente alto, especialmente para Balsa Nova, cidade que recebe o maior valor e em 2016 chegou a 1,3 milhões de reais. Campo Largo recebeu mais de 150 mil reais. Esses valores podem ser aplicados na Saúde, Educação, Segurança ou onde a Prefeitura achar mais importante.

O projeto de lei está, por enquanto, parado na Alep, pois a opinião pública decidiu se manifestar. O povo deve defender o que é de todos, sem retirar direitos de ninguém. Devemos analisar mais os projetos proposto pelos políticos que foram eleitos com o nosso voto e estão lá para governar a nosso favor.

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