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Segunda-feira | 24 de Abril de 2017 08:06

Minério de Campo Largo enriquece os vizinhos


Por: Luis Augusto Cabral

25/11/2016

As riquezas minerais de Campo Largo são conhecidas desde o período da colonização. Os primeiros habitantes brancos da região eram garimpeiros, que aqui chegaram atraídos pela grande quantidade de ouro que brotava nos nossos rios e córregos. O Município é um dos maiores produtores desse minério, no País. Lideramos, no Estado, a arrecadação de ICMS de produtos minerais (40,7%), em especial por congregarmos a maior produtora de água mineral no Estado, única substância minerada e envasada para venda diretamente ao consumidor, com incidência do imposto diretamente sobre o produto final.

Temos, ainda, a única empresa mineradora de ouro do Estado, com presença de prata como subproduto. No total, o Município produz 16 substâncias minerais: água, areia, argila, basalto, calcário, dolomito, caulin, feldspato, filito, gnaisse, granito, migmatito, ouro, prata, quartzito e saibro. Mas fora a água, muito pouco dessa riqueza fica aqui, são matérias-primas que acabam sendo industrializadas em outros municípios, em outros estados. É assim, por exemplo, com o calcário, que é extraído às toneladas, do lado de cá, e viram cimento alguns metros depois da divisa com Balsa Nova. O ICMS gerado pela produção de cimento, naturalmente, vai para os cofres do Município vizinho.

Ocorre que, mais uma vez, corremos o risco de ver nossas riquezas minerais seres industrializadas ali ao lado, depois da “cerca”, na casa do vizinho, o município de Ponta Grossa. Parte importante da jazida de matéria-prima que a empresa Brennand vai explorar, na região de São Silvestre, é campo-larguense, mas aqui possivelmente vai ficar só o ICMS da extração mineral, porque o grosso do imposto, que será gerado com a industrialização desse minério, certamente irá para os cofres de Ponta Grossa.

Vamos ganhar alguma coisa? Vamos, é certo: empregos, estradas, talvez ampliação de escolas, de postos de saúde, mais população, água, luz, esgoto, telefone, estradas, mas poderia ser mais, muito mais. Vamos continuar olhando as chaminés da indústria do vizinho, como a Itambé, do lado de lá da divisa, vamos respirar a poluição produzida pelas chaminés, mas vamos ficar sem a maior parte do dinheiro. Por isso temos que fazer barulho, temos que gritar, reivindicar, chamar a atenção dos governos porque, afinal, nóa estamos dando muito de nós, do que é nosso, e merecemos ter, de retorno, pelo menos uma boa parte de toda esta riqueza que a Natureza nos proporcionou.
 

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Sua Opinião





  • Por luciano - 27 Novembro 2016 | 06h40min

    ando toda semana nas estradas de b nova e sao tao boas ao voltar para as nossas comeca o desanimo de tanto buraco nao so nas de chao mas ate no centro e aquela saida para curitiba enfrente o lacador onde passa o ligeirinho de minuto a minuto vergonha de ser de campo largo ao ver os bairros com ruas sumindo e ninguem ta vendo onde esta as autoridades, por isso todos vem de fora e levam o que querem do pouco melhor que ainda temos ainda porque uma hora vai acabar e dai como vai ser, o prefeito da balsa em primeiro mandato asfaltou quase todas as ruas abandonadas onde os anteriores nunca fizeram se revezando no poder, acorda C L.

  • Por ALCEU - 26 Novembro 2016 | 07h41min

    Quando as autoridades municipais levantarem BUNDA da cadeira e ir batalhar pelas industrias que tem interesse em se instalar na cidade com certeza vamos ter mais impostos, hoje só se abre 10 lojas e alguns meses se fecha 7 lojas isso não vai gerar nada de imposto, por isso que eu digo E VIVA O BECO.