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Terça-feira | 12 de Dezembro de 2017 17:42

Diabéticos precisam realizar acompanhamento médico para evitar complicações mais graves

Especialista apresenta os principais sintomas dos dois tipos de Diabetes.

Por: Caroline Paulart

No dia 14 de novembro foi criado, pela Federação Internacional de Diabetes, o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Diabetes. Hoje são aproximadamente 400 milhões de pessoas com a doença no mundo e, no Brasil, há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população, número que apresenta crescimento. Em alguns casos, o diagnóstico demora, favorecendo o aparecimento de complicações, até porque metade das pessoas com a doença sequer sabem do seu diagnóstico.

Muitas pessoas não sabem que têm a doença, pois nos estágios iniciais do Diabetes tipo 2, o mais comum, o quadro costuma ser assintomático. Esperar os sintomas aparecerem não é uma boa ideia, em função de a doença ser silenciosa e, mesmo sem sintomas, as complicações estarem acontecendo. Exames preventivos anuais de glicose sanguínea em jejum são suficientes para uma boa triagem. Quando a pessoa apresenta sintomas, os principais são perda de peso involuntária, sede excessiva, aumento do volume urinário, desidratação, fome exagerada, cansaço, visão turva, entre outros.

Apesar do Diabetes ser uma doença crônica e sem cura, ela pode ser controlada, desde que acompanhada e tratada adequadamente. É uma doença caracterizada pelo aumento da glicose (açúcar) no sangue, condição esta denominada hiperglicemia. Essa disfunção é decorrente de uma perda de produção ou de ação da insulina, hormônio produzido no pâncreas e que tem como função primordial o controle dos níveis de glicemia para fornecimento de energia a todas as nossas células.

Esse nível aumentado de açúcar no sangue, ao longo dos anos, vai levando a inúmeras consequências como disfunção erétil, perda de visão, ataque cardíaco e problemas cardiovasculares, amputações, perda de função renal e hemodiálise, demência, entre outras.

Existem basicamente dois tipos de Diabetes, denominados tipos 1 e 2. No tipo 1, mais raro, ocorre uma destruição autoimune do pâncreas, que leva a uma deficiência completa da produção e secreção da insulina. Nesse caso, o tratamento envolve obrigatoriamente o uso de insulina para controle da doença e preservação da vida. Geralmente acomete crianças e jovens e causa um impacto importante tanto na vida do paciente, como dos familiares. Planejamento alimentar e atividades físicas são fundamentais para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue nesses pacientes.

O Diabetes tipo 2 é o mais comum (cerca de 90% dos casos) e é aquele relacionado ao estilo de vida com consequente resistência à ação da insulina. O tratamento pode ser com medicamentos orais nos primeiros anos da doença e os resultados são bastante positivos com programas de reeducação alimentar e perda de peso.

Com o ganho excessivo de peso da população nos dias de hoje, essa condição tem crescido no mundo. Embora questões genéticas, familiares, ambientais e do próprio envelhecimento do indivíduo estão envolvidas no aparecimento da doença, é inquestionável que o ponto mais importante do problema está relacionado aos maus hábitos de vida, como sedentarismo e alimentação excessiva e inadequada.

No que se refere às complicações, homens diabéticos têm três vezes mais chance de ter problemas de ereção do que a população em geral, e esse risco aumenta muito quanto maior for o descontrole da doença ou quando estão associados pressão alta, colesterol alto, tabagismo, estresse, entre outras condições. A principal causa de cegueira adquirida no mundo é o Diabetes, assim como a principal causa de amputações não traumáticas e de doença renal crônica e hemodiálise. A doença também é um dos principais fatores de risco para problemas cardiovasculares e morte cardíaca.

Atitudes como fazer consultas de check-up rotineiramente, ter um equilíbrio na maneira de se alimentar com restrição de sal, gordura e açúcar e aumentar o consumo de vegetais e frutas, ser preocupado com o corpo e com a higiene, ser preocupado com o peso e praticar exercícios físicos com regularidade de no mínimo três dias por semana, utilizar medicações conforme recomendação médica, evitar o tabagismo e o álcool, diminuir a carga de estresse e melhorar a qualidade e as horas de sono são todas atitudes positivas que tornam a pessoa menos vulnerável ao Diabetes e às complicações crônicas.

Independentemente de ter ou não a doença, todas as pessoas devem ter uma alimentação saudável, regulando a quantidade de doces e gordura ingeridos, por exemplo. Isso ajuda a manter o peso saudável e prevenir doenças ligadas aos maus hábitos, como o Diabetes. E sempre é bom lembrar, se você está acima do peso considerado ideal para o seu perfil, emagrecer vai ajudar muito no controle e prevenção da doença. E, mesmo que você não chegue ao peso ideal, uma perda de 10 a 15% já representa uma vida muito mais saudável.

Serviço:

André Ricardo Fuck é endocrinologista e estimula muito a mudança de hábitos nos seus pacientes, além de acompanhar e tratar pacientes com Diabetes. Atende em Campo Largo em três clínicas, nos seguintes telefones: 3032-1217, 3292-2846 ou 3032-4012.
 

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