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Terça-feira | 24 de Janeiro de 2017 15:14

Estudo sobre açafrão da terra 29/04/16


Por: Ana Lúcia
O açafrão-da-terra, também chamado açafrão-da-índia ou cúrcuma é a especiaria que confere tonalidade intensa aos pratos condimentados com curry. Além de oferecer cores mais exuberante aos pratos do dia-a-dia, o açafrão-da-terra pode ajudar a estabilizar níveis descontrolados de glicose no sangue. Isso porque a raiz da Curcuma longa, parente do gengibre, é uma das fontes mais concentradas de curcumina – composto antioxidante que previne oscilações glicêmicas.
 
Embora os benefícios obtidos a partir do açafrão-da-terra usado como tempero ainda não tenha sido profundamente estudado, pesquisadores têm analisado extratos que contêm curcumina, o ingrediente ativo. Um experimento com ratos de laboratório, por exemplo, revelou que 10 mg de um extrato de açafrão-da-terra baixavam os níveis de glicose no sangue em até 37% após 3 horas e em até 55% após 6 horas.
 
Ainda não se sabe exatamente como a curcumina age, mas pesquisadores apontam para algumas possibilidades. A principal delas seria a ação direta no pâncreas, estimulando a liberação de insulina.
 
A curcumina também possui potentes efeitos antioxidantes que ajudariam a prevenir doenças cardíacas e males relacionados à hiperglicemia, como doenças renais, lesão nervosa e retinopatias (lesões oculares).
 
Na Índia e em outros países, o açafrão-da-terra há muito é usado como planta medicinal para tratar dores de estômago, inflamações, artrites e entorses. Essa planta também está sendo estudada como especiaria anticancerígena. Estudos de populações revelaram redução drástica da incidência de câncer de cólon em indivíduos cuja alimentação é rica em curcumina. Testes realizados em tubos de ensaio mostraram que a curcumina provocou a morte de células cervicais cancerosas e bloqueou mutações celulares nocivas.
 
Mais recentemente, pesquisadores começaram a observar se a curcumina ajudaria a evitar a doença de Alzheimer. Na Índia, onde o açafrão-da-terra é um ingrediente quase onipresente nos pratos típicos, há uma incidência muito baixa desse distúrbio. Em estudos com animais, a curcumina reduziu a formação de amiloide, proteína encontrada em quantidade excessiva no cérebro de portadores da doença de Alzheimer. Embora as descobertas sejam promissoras, a curcumina ainda não foi estudada para fins de tratamento e prevenção dessa doença em humanos.
 
 
DRA. ANA LÚCIA B. KUROSKI
Nutricionista - CRN/8 601
Especialista em Nutrição Clínica. Atende: 3032-5020
 
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