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Quarta-feira | 22 de Novembro de 2017 16:37

Falando sobre ômega 3


Por: Ana Lúcia
Comumente conhecidos como “gorduras”, os ácidos graxos (AG), segundo a I Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, podem ser divididos em saturados e insaturados. Os principais ácidos graxos saturados são encontrados no leite e seus derivados, gordura animal (carne vermelha), óleo de palma e óleo de coco.
 
Já os AG insaturados podem ser classificados como mono ou poli-insaturados, são aqueles ricos em ômegas e que fazem muito bem à saúde. As principais fontes são: azeite de oliva, oleaginosas e sementes, como a de chia, linhaça.
 
Dentre os ácidos graxos, está o ômega-3, o qual está muito associado ultimamente a uma alimentação mais saudável. Mas será que você sabe, de fato, por que ele é importante?
 
O ômega-3 é um tipo de gordura essencial, ou seja, o organismo não a produz, mas precisa dela para manter a saúde. É importante para a função cerebral, assim como crescimento e desenvolvimento normais. Crianças que não obtiveram quantidade adequada de ômega-3 das mães durante a gestação têm maior risco de desenvolverem problemas na visão e nos nervos.
 
Os ácidos graxos ômega-3 exercem inúmeros efeitos sobre o metabolismo, que podem influ-enciar no controle da pressão arterial e na prevenção de doenças do coração.
 
Existe o ômega-3 de origem animal e de origem vegetal. O ácido eicosapentaenoico (EPA) e o docosaexaenoico (DHA) são encontrados nos peixes de águas frias, e o ácido alfa-linolênico (ALA) é encontrado em produtos de origem vegetal, como linhaça, óleo de linha-ça, semente de abóbora e nozes.
O ômega de origem animal é melhor absorvido pelo organismo quando comparado ao ôme-ga de origem vegetal. A quantidade ingerida por fontes unicamente de origem vegetal tem que ser muito maior comparada à ingestão de origem animal.
 
O consumo desse ômega não assume apenas efeitos preventivos. No Centro de Pesquisas Médicas de Cardiff, no País de Gales, o cardiologista Michael Burr constatou que vítimas de ataques cardíacos aumentaram as chances de evitar novos problemas em 29%, passando a comer peixe ricos nessa gordura pelo menos duas vezes por semana. 
 
CUIDADO
 
O suplemento é contraindicado para pessoas com problemas de coagulação, como os porta-dores de hemofilia, pois há o risco de hemorragia já que o ácido graxo evita coagulações. 
Pessoas com próteses cardíacas também devem evitar o consumo. Quanto a gestantes, a suplementação pode ser feita, desde que com as doses corretas, pois o excesso do ômega 3 pode causar problemas no feto. 
 
Procure um profissional de saúde habilitado para correta orientação.
(Fontes: The Nutrition Source, Fats and Cholesterol: out with the bad in with the good, Harvard School)
 
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