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Sexta-feira | 22 de Setembro de 2017 05:09

Nutrição no envelhecimento 15/04/16


Por: Ana Lúcia
O envelhecimento é um processo natural do organismo, onde ocorre alterações biológicas durante toda a vida e que resultam numa progressiva redução da resistência ao stress, num aumento da vulnerabilidade a doenças e, conseqüentemente morte.
 
Uma das maneiras de reduzir o impacto desse aumento do stress é estimular a ação de antioxidantes. Existem vários estudos demonstrando a importância de determinados nutrientes antioxidantes no atraso do envelhecimento e na prevenção de doenças degenerativas a ele associadas.
 
O aporte adequado de antioxidantes, em quantidades proporcionais à produção de radicais livres, promove a manutenção das estruturas de membranas biológicas, prevenção da oxidação do DNA, mantém a célula funcionando e prorroga a morte celular. O dano ao DNA e à membrana da mitocôndria é um dos principais mecanismos de declínio de funções celulares e envelhecimento orgânico. Como o número de mitocôndrias intracelulares tende a diminuir com o avanço da idade, os antioxidantes mitocondriais específicos, como ácido-lipóico (espinafre, brócolis e batata) e coenzima Q10 (encontrada na sardinha, feijão azuki, pistache, espinafre, brócolis), precisam ser considerados quando se pensa em manutenção de energia vital e de uma prevenção do envelhecimento precoce.
 
O processo do envelhecimento também está associado à inflamação. E um dos fatores que está relacionado à inflamação é a adiposidade central, e possivelmente é por essa razão que o envelhecimento pode ser em parte regulado pelo armazenamento central de gordura. O tecido adiposo branco é um órgão metabolicamente ativo e quando há um aumento de sua diferenciação celular e um armazenamento de gordura, o tecido adiposo muda seu padrão de expressão de genes e começa a secretar diversas proteínas pró-inflamatórias, além da redução considerável da liberação de adiponectina – substância com atividade antiinflamatória e antioxidante.
 
Além da adiposidade, a dieta ocidental também favorece a inflamação pelo seu elevado teor de gorduras saturadas (presentes nas carnes, manteiga, creme de leite), gordura trans (alimentos industrializados - como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, bolos, biscoitos, gorduras hidrogenadas e margarinas e alimentos preparados com estes ingredientes), carboidratos simples e refinados e laticínios, além da insuficiente presença de frutas, hortaliças, cereais integrais, sementes, oleaginosas (castanhas e nozes), leguminosas (feijões, grão de bico, lentilha) e peixes.
 
A combinação desses alimentos irá fornecer melhor proteção do que qualquer nutriente isoladamente e os efeitos dos antioxidantes adquiridos a partir de suplementos podem não ser comparáveis com os obtidos através da alimentação. Uma destas razões é o fato da ingestão de antioxidantes através da alimentação.
 
DRA. ANA LÚCIA B. KUROSKI
Nutricionista - CRN/8 601
Especialista em Nutrição Clínica.
Atende: 3032-5020
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