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Mais mortes por afogamento serão registradas

No lago do Parque Cambui, existem placas informando que ali é proibido nadar. Crianças e jovens não respeitam a proibição e pulam na água no lago do parque.

Por: Rodrigo

06-11-2009

Se alguém disser que serão registradas muitas mortes por afogamento nos rios e represas de Campo Largo, nos próximos meses, não estará mentindo. A previsão estatística é de pelo menos seis mortes por afogamento, até o fim do verão, em março de 2010. No verão de 2008/2009 morreram seis pessoas, por afogamento, nos rios e represas de Campo Largo, todas motivadas por não obediência a uma advertência simples: “Não banhar-se em rios, represas e cavas”.
     As recomendações do Corpo de Bombeiros são para que a população procure usar apenas os locais onde o banho é permitida, em clubes, piscinas públicas e demais locais que tenham a presença permanente de salva-vidas. Mesmo nesses locais há riscos e  a atenção deve ser permanente, evitando-se, por exemplo, entrar na água após a ingestão de alimentos pesados e bebidas.
Nadar
     Saber nadar é fundamental para quem pretende, mesmo contra todas as orientações, entrar na água nas represas e rios. Muitas pessoas acabam se afogando simplesmente porque não sabem nadar. É o caso dos dois jovens, as primeiras vítimas de afogamento desse Verão, que morreram afogados na margem da represa do Rio verde. Um não sabia nadar, estava se afogando e o amigo, que também não nadava, tentou salvá-lo e também pereceu afogado.
     A recomendação do Corpo de Bombeiros, em caso de alguém estar se afogando, é procurar salvar a pessoa usando um objeto que flutue, até mesmo uma bola de futebol ou de vôlei, uma garrafa PET vazia e tampada, uma corda ou um galho de árvore, para a pessoa poder se agarrar. “Se você não sabe nadar, não pule na água, porque em geral a tragédia é ainda maior”, explicam os bombeiros salva-vidas.
Jovens
     A Reportagem da Folha esteve, nesta semana, nas margens da represa do Rio Verde e no Parque Cambui, onde encontrou muitas pessoas se banhando,nesses locais, onde o banho é proibido, inclusive há placas advertindo. A maioria dos banhistas desses locais são crianças e jovens entre 10 e 17 anos, muitos dos quais os pais nem ao menos sabem onde eles estão.
     Na represa do Rio Verde um grupo de rapazes que se banhava, pulando da ponte, não permitiu ser fotografado porque os pais não sabiam que eles estavam ali. No lago do Parque Cambui, situação semelhante, onde a Reportagem encontrou inclusive um grupo de meninas, a menor tinha dez anos e a mais velha, 16. Esse comportamento, e principalmente a falta de controle dos pais, estão nas causas dos acidentes por afogamento, nesses locais.

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