A morte chega pela Gripe A H1N1
29/06/2012
Saúde é um Direito Constitucional dos brasileiros, é um dever Constitucional do Estado. Todos têm o direito de ter acesso à Saúde, remédios de graça, vacinas, hospitais. Mas o que se vê, na prática, é que o Governo escolhe uma parcela da população para imunizar crianças, até dois anos, gestantes e idosos, que estão entre os grupos mais vulneráveis à doença. Mas e o resto? Por que não imunizar os jovens, os trabalhadores, os demais adultos?
A Gripe A H1N1 já matou, em 2012, mais do que em todo o ano de 2011, e nem por isso o Governo parece preocupado com essas mortes. Não há vacina disponível para todos, por isso foram vacinados apenas os chamados grupos de risco. A vacina está em falta até mesmo nas clínicas particulares, que cobram cerca de R$ 60,00 por uma dose. O Resultado é que estão morrendo jovens e adultos até 60 anos. De quem é a culpa? Não devia o Estado proteger a população? Por que não se providenciou vacina para todos?
O cidadão que produz, paga os impostos, contribui para o crescimento do PIB, esse não é amparado pelo Estado. Dele parece que o Estado quer apanas o “sangue”, o suor e o dinheiro, a cada compra, a cada investimento. Dele o Estado sabre extrair impostos, taxas, exaurindo a sua juventude e, na velhice, devolvendo apenas uns míseros trocados, para que ele não morra de fome. E de fome quase sempre não morre, morre em consequência da nutrição pobre, das doenças contraídas na juventude, enquanto produzia o PIB e pagava os impostos, quase sempre utilizados de forma não transparente, pulverizado na corrupção e na incompetência.
Morre, o cidadão brasileiro, de câncer provocado pelos agrotóxicos que foi obrigado a consumir, nos alimentos, durante toda a vida. Morre, o cidadão brasileiro, pela falta de segurança, que também é dever do Estado, mas que já se tornou comum. Morre, o cidadão brasileiro, nas estradas esburacadas e mal sinalizadas, corroídas pela corrupção das empreiteiras e dos políticos. Morre, o cidadão brasileiro, pela falta se saneamento básico, pela miséria que ronda a periferia. Morremos, todos, por falta de Educação, porque muitos de nós sequer sabemos lavar as mãos, espirrar ou tossir em ambiente fechado, porque não fomos educados o suficiente para isso. Morremos todos os dias, pelas mentiras que nos impõem, os nossos representantes nas câmaras municipais, nas Assembleias Legislativas, na Câmara Federal e no Senado, além dos Executivos, nas três esferas. E, agora, morremos também acometidos da pior das doenças, a falta de vergonha que agora tem o nome de Gripe A.
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