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Segunda-feira | 22 de Janeiro de 2018 12:17

Campo-larguenses querem melhor estrutura e atendimento na Saúde


Por: Caroline Paulart

Fundado ainda na década de 1990, o Centro Médico recebeu poucas melhorias e reformas, algo reconhecido pelos diretores Juliano Ardigó, diretor clínico, e Carlos Hamilton Aguiar Rocha, diretor técnico. A Folha prosseguiu apresentando os comentários dos leitores a eles, e ao comentário em que o leitor dizia que o “esgoto aparente, limpeza inadequada, roupas de cama sempre sujas e velhas, falta de medicamento, telas de proteção, janelas e portas quebradas”, os diretores trataram de responder cada um dos pontos. Dizem que o esgoto está regular, como orienta a Sanepar; a limpeza é feita por uma terceirizada e disponibiliza equipes 24 horas, que trabalham para atender todo o prédio; as roupas de cama são trocadas todas as vezes que se trocam pacientes da observação. Sobre as portas, janelas e telas quebradas, realmente reconhecem que existem essas falhas, mas tudo isso depende de um orçamento de reforma.

A falta de remédios também é um problema crônico do Centro Médico. “A compra de remédios depende de licitação, pois isso muitas vezes demora para que ele chegue ao CMH. Alguns inclusive ficam retidos na alfândega, o que acaba atrasando ainda mais”, explicam.

Sobre o único chuveiro quente, que fica no isolamento e foi questionado pelo leitor, os diretores dizem que o CMH não deveria ter estrutura para internamento, uma vez que devem ser atendidas somente emergências e urgências médicas, no máximo ficar em observação, portanto, não se pode cobrar a implementação de chuveiros.

Exames

Algumas pessoas relataram a demora nos resultados de exames, confirmada pelos diretores. O laboratório que havia vencido a licitação estava atrasando muito a entrega dos resultados, então o contrato foi rompido. Houve uma nova licitação e o novo laboratório vem atendendo as expectativas.

Sobre os exames de raio-x, podem ser divididos em realizações na hora, em que o médico do próprio P.S. solicita e o resultado é visto no computador, avaliando a necessidade de uma transferência. O exame não é impresso porque emana um alto custo de material. Já os exames feitos por encaminhamento de postos de saúde levam de 15 a 20 dias para ficarem prontos e são entregues impressos e com laudo.

Críticas e confiança

A população se mostra bastante abalada e sem confiança no CMH, o que se comprova com comentários como “toda vez que preciso ir a esse Centro me dá uma agonia”, ou “o que será que tinha para ser elogiado? E agora? Cada vez pior, é lamentável”.

“Sabemos que é difícil agradar a todos que passam por esses corredores e consultórios, estamos abertos a críticas, desde que as pessoas a façam por meios corretos. Temos a ouvidoria aqui dentro, temos ouvidoria na Prefeitura, agora o serviço do 156, pedimos para que qualquer intercorrência seja registrada, para que possamos tomar providências depois. Não temos como acompanhar postagens nas redes sociais, por exemplo. Problemas ocorridos aqui, se resolvem aqui mesmo”, diz Juliano.

“Críticas são naturais, devemos ser éticos e transparentes no que se refere ao prestar contas e esclarecimentos para a população, é o que buscamos fazer. Com isso, pretendemos recuperar a confiança da população. Devemos nos tratar como aliados, amigos, não como algo que deve ser combatido”, disse Carlos.

Ambos reiteram que a população busque o Centro Médico Hospitalar somente em emergências e urgências médicas e que consultas clínicas devem ser realizadas nos postos de saúde.

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