VERSÃO IMPRESSA
anteriores
EM CAMPO LARGO 18º | 28º
Segunda-feira | 22 de Janeiro de 2018 12:17

Tratamento adequado para infecções graves evita o choque séptico, diz médico

O choque séptico é popularmente conhecido como infecção generalizada e é provocado pela presença de vírus, fungos e bactérias durante uma infecção grave

Por: Caroline Paulart

No mês de novembro, a cidade ficou surpresa com as crianças que acabaram falecendo por causa de choque séptico. É importante salientar, entretanto, que o choque séptico é uma condição considerada rara pela Medicina, com menos de 150 mil casos por ano, segundo o Ministério da Saúde, tendo maior ocorrência entre pessoas com mais de 60 anos.

Segundo o médico intensivista Dalton Rivabem, o choque séptico é popularmente conhecido como infecção generalizada e é provocado pela presença de vírus, fungos e bactérias durante uma infecção grave. “É uma condição provocada por um infecção grave, em que esses vírus, bactérias ou fungos acabam dominando o corpo do paciente por meio da corrente sanguínea e provocam uma reação descontrolada. É perfeitamente possível tratar, somente se for diagnosticado a tempo. O tratamento exige que o paciente fique na Unidade de Terapia Intensiva, a UTI.”

Segundo o médico, entre os principais sintomas estão a queda de pressão arterial, dificuldade respiratória, diminuição na produção de urina, os braços e pernas pálidos e gelados, confusão mental e em estado de coma. O choque séptico pode atingir tanto pessoas sadias que estão com a imunidade diminuída, como aqueles que se encontram em algum tipo de tratamento.

Entre os principais tipos de infecções que podem ocasionar um choque séptico estão as infecções pulmonares, as urinárias, infecções no sistema nervoso central e também os casos de rotina hospitalar.

Diagnóstico e tratamento correto

É importante que o médico saiba identificar, por meio do diagnóstico e de exames complementares qual o tipo de tratamento mais eficaz para aquele paciente, para evitar que o choque séptico aconteça. Cabe ao paciente também, quando não está internado, tomar os remédios certos nos horários determinados pelo médico.

Quando o choque já aconteceu, o paciente é internado na UTI e fica sob constante observação. São aplicados diretamente na veia remédios de alto potencial para combater a ação e reprodução do agente biológico, medicamentos para manter a frequência cardíaca, suporte de ventilação artificial e reposição de fluídos por meio intravenoso. O tempo de recuperação varia de paciente para paciente, assim como também casos de sequelas pós-tratamento.

Vale ressaltar que o choque séptico possui um alto índice de mortalidade, por trazer diversas complicações ao paciente.

15140 visitas








Sua Opinião