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Segunda-feira | 22 de Janeiro de 2018 12:19

Inicia um novo ano, mas a notícia se repete


Por: Redação

Sai ano, entra ano e a história continua. Foi divulgada na última quinta-feira (04) uma auditoria realizada pela Controladoria Geral da União que aponta indício de fraude em cadastros do Bolsa Família. Quase 346 mil famílias que estariam recebendo o benefício, mas sem se enquadrar nos requisitos exigidos. Em dois anos de levantamento, o prejuízo já é de R$ 1,3 bilhão.

Mal o ano começou, mas já podemos perceber que as promessas de ano novo não se concretizam. Queremos viver melhor em família, na nossa cidade, no nosso país. Sempre pedimos algo a mais. Mas a realidade é que as ações continuam as mesmas. Não podemos esperar o melhor, se não existe mudança de atitude, se não é pensado no coletivo, no próximo, se não fizermos o que é correto.

A mudança tem que partir desde o nosso relacionamento em casa, com a vizinhança, no trabalho, escola... Não podemos nos aproveitar do próximo, ou até mesmo do Governo. Bolsa-família sempre foi um tema polêmico, por afirmarem ser um projeto populista de governo, mas seu objetivo é dar um auxílio às famílias de extrema pobreza. A grande maioria da população nem sabe o que é isso, não sabe o que é passar fome, não ter o que dar aos filhos em casa, o que é viver em condições subumanas. E não é um dinheiro que transforma a vida da pessoa, infelizmente, mas pelo menos garante o pão. Quem dera junto a este benefício houvesse maior investimento em educação, em um atendimento mais personalizado a estas famílias para não dar apenas o peixe, mas sim ensinar a pescar. Para que isso rendesse frutos no futuro, que servisse de exemplo para as próximas gerações.

O valor por mês é irrisório e ainda existem pessoas que se aproveitam do jeitinho brasileiro para conseguir burlar e pegam este pequeno valor para pagar conta de cartão de crédito, por exemplo. Se conversar com funcionários de lotéricas saberemos de muitas histórias, pessoas com certo poder aquisitivo, mas que recebem dinheiro do Bolsa Família. Que vergonha!

 

Não adianta reclamarmos do próximo se não fazemos nossa parte. Vamos continuar com a esperança de dias melhores, de um ano melhor. Ano de eleições, de ouvirmos muitas promessas, mais uma vez. Mas também esperança de que o trabalho seja mostrado, que novos investimentos sejam feitos, que estimulem o comércio e façam a economia girar. Vamos adiante!

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