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Medicando Alegria volta ao Hospital Infantil levando arte e leveza aos atendimentos pelo quarto ano

Medicando Alegria volta ao Hospital Infantil levando arte e leveza aos atendimentos pelo quarto ano

O projeto Medicando Alegria iniciou em 2026 sua quarta edição consecutiva no Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, nesta quarta-feira (11), trazendo a humanização do ambiente hospitalar por meio da arte. A iniciativa leva apresentações de música, teatro, circo e contação de histórias para crianças em atendimento, familiares e profissionais da unidade, transformando a rotina de consultas e internações com momentos de acolhimento e leveza.

Criado pelo artista Toto Lopes, que atua há 15 anos como voluntário dentro do hospital infantil, o projeto já alcançou cerca de 160 mil pessoas em todo o Paraná desde o início das atividades. O que começou de forma voluntária ganhou estrutura, equipe técnica e continuidade por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com apoio de patrocinadores. As ações são realizadas três vezes na semana, tanto nos corredores, quartos e espaços de espera do hospital.

Segundo o idealizador, a proposta é usar a linguagem artística como meio de cuidado emocional de todos que frequentam o espaço. “Estamos começando 2026 no Hospital Infantil Waldemar Monastier com o Medicando Alegria, e este um projeto que já ajudou milhares de pessoas, levando alegria, leveza e felicidade para as crianças, familiares e também para os colaboradores que frequentam essa instituição. Eu só tenho a agradecer a todos que colaboram para que isso continue acontecendo.”

A estimativa para este ano, conforme diz Toto, é impactar dezenas de milhares de crianças e acompanhantes ao longo do ano, considerando que o ambulatório do hospital recebe, em média, mais de 200 pacientes por dia. O calendário do Medicando Alegria segue uma proposta lúdica, que mistura brincadeiras, músicas e teatro aliado a datas comemorativas.

Para a diretora-geral do HIWM, Karina de Fátima Chiquiti, a presença da equipe artística altera a percepção do espaço hospitalar para muitas crianças. “Retomar o projeto pelo quarto ano e celebrar os 15 anos do Toto dentro do hospital é motivo de gratidão. Eles trazem alegria e colorido aos corredores e transformam o ambiente em um lugar mais leve. É uma equipe que se dedica toda segunda, quarta e sexta para atender nossas crianças. Torna o momento mais lúdico e faz com que elas não venham apenas para consulta, mas também esperando encontrar música e diversão. Que em 2026 possamos fazer muitos sorrisos.”

 

Alegria que ilumina a rotina hospitalar

O impacto é percebido diretamente pelas famílias que retornam com frequência à unidade. Deise Fernanda Passos, moradora da cidade de Guarapuava, acompanha o filho em atendimentos no hospital há cerca de dez anos e relata que as visitas artísticas viraram parte da expectativa da criança. “Ele é encantado com o projeto. Toda vez que vem para consulta pergunta se vai ter. Quando vê alguém de camiseta vermelha já quer saber que horas começa o teatro e ainda quer ajudar a organizar os bancos. Vocês trazem alegria em um momento tenso. Quando não tem, o clima é outro, mais silencioso. É um prazer ter esse trabalho aqui.”

A acompanhante Elaine de Paula, da cidade de Jaguaraíva, conta que conheceu a ação recentemente e descreve a experiência como um alívio na rotina de deslocamentos e espera. “É uma alegria muito grande quando o projeto chega. Hospital é um lugar difícil para as famílias, muitas vezes a mãe chora e ninguém vê. Então faz diferença ver esse cuidado. Foi a primeira vez que presenciei algo assim, nem em outros hospitais eu tinha visto. As crianças ficam mais animadas, porque a viagem é longa e cansativa. Ajuda muito poder contar com pessoas que trazem esse tipo de atenção”, relata.

O projeto Medicando Alegria é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Caterpillar, Cimento Itambé, e realização de Toto Lopes, Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

Foto: Lucas Rachinski

 

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