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Campo Largo tem índice de homicídios abaixo da média nacional, aponta Atlas da Violência

Campo Largo tem índice de  homicídios abaixo da média  nacional, aponta Atlas da Violência



Campo Largo está entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes que apresentam taxa de homicídios inferior à média nacional, conforme dados apresentados no Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26). O índice reforça a tendência de redução dos indicadores de violência letal observada nos últimos anos no Paraná, de acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, que observa com constância os números relacionados à violência nas cidades.
O levantamento, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, utiliza dados de 2024 e aponta que o Paraná registrou uma taxa estimada de 18,6 homicídios por 100 mil habitantes, abaixo da média nacional de 20,1. O índice estadual representa uma redução de 31,4% em relação a 2014 e uma queda de 1,6% na comparação com 2023.
Entre os municípios paranaenses com mais de 100 mil habitantes destacados pelo estudo estão Campo Largo, Araucária, Colombo, Cascavel, Londrina, Maringá, São José dos Pinhais, Toledo e Guarapuava, entre outros.
Campo Largo, especificamente, ficou com uma taxa de homicídio estimada em 18,2 por 100 mil habitantes. Conforme a tabela apresentada no estudo, foi considerada uma população de 142.695 pessoas e foram estimados 26 homicídios, sendo 23 registrados e mais três ocultos - mortes que possam ter sido registradas com outra causa, totalizando assim a taxa estimada.
Em entrevista à Folha de Campo Largo, a delegada Dra. Géssica Andrade disse que o diferencial da cidade tem sido a integração entre as forças de segurança pública. “Nós atuamos de forma coordenada na prevenção e repressão de crimes violentos. Na delegacia existe um setor especializado para a investigação de crimes contra a vida, que obteve sucesso tanto na elucidação de crimes recentes, quanto os mais antigos, ano passado concluímos o ano com 100% de elucidação. Também temos incrementado substancialmente as buscas e apreensões e prisões no Cartório de Vulneráveis, visando redução nos índices de feminicídios.”

Estado reduz índice de violência 
Outro aspecto destacado pelo relatório é que o estado mantém uma trajetória consistente de redução da violência letal. Dados mais recentes da Secretaria de Estado da Segurança Pública mostram que o número de homicídios caiu 10% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, alcançando o menor patamar da série histórica para os três primeiros meses do ano.
Outro aspecto relevante do relatório é que o Paraná reduziu os homicídios de jovens, alcançando redução de 40,7% em uma década. A redução de homicídios registrados de mulheres chega a 16,2% entre 2014 e 2024. A taxa é de 4 homicídios por 100 mil mulheres, uma queda de 21,6% em relação ao começo da série histórica.
“Os números da pesquisa nacional reforçam o que já temos registrado nas nossas estatísticas mensais: que o Paraná está entre os estados mais seguros do País e que o nosso trabalho está no caminho certo. Já registramos em 2026, por exemplo, os menores indicadores de homicídios para um primeiro trimestre na história”, ressaltou o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson.
Os dados mais recentes provam essa continuidade. O número de homicídios caiu 10% no primeiro trimestre de 2026, no comparativo com o mesmo período de 2025, segundo dados do Centro de Análise, Pesquisa e Estatística (Cape) da Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp). Foram 303 homicídios registrados em 2026 contra 334 no primeiro trimestre de 2025. É o menor da série histórica.
No primeiro trimestre de 2026, um total de 278 municípios, ou seja, quase 70% das 399 cidades paranaenses, não tiveram nenhum homicídio. E em 73 municípios (18%) houve apenas uma ocorrência nos primeiros meses de 2026.
Além disso, de maneira geral, o primeiro quadrimestre de 2026 manteve uma tendência de queda nos indicadores de homicídios. O número de ocorrências caiu quase 8% em relação ao mesmo período do ano passado, de 464 para 429. Na comparação com 2024, a queda é de 31%, e no comparativo com 2018 chega a 40% de redução no quadrimestre. É o menor da série histórica do relatório.
Os crimes patrimoniais também caíram. O roubo diminuiu 22% na comparação dos primeiros quatro meses de 2026 com o mesmo período de 2025, de 5.270 ocorrências para 4.086. No comparativo dos primeiros quadrimestres entre 2024 e 2026 a queda é de 38%, e comparado com 2018 chega a 80%. Os furtos também seguem a tendência de queda, com redução de 6% na comparação do primeiro quadrimestre de 2026 com o de 2025, de 12% com 2024 e de 23% com relação a 2018.

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