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MPPR denuncia agente da área de Segurança Pública de Curitiba por crimes sexuais contra duas crianças da família

MPPR denuncia agente da área de Segurança Pública de Curitiba por crimes sexuais contra duas crianças da família

O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, denunciou um homem de 58 anos, que atua como agente da área de Segurança Pública em Curitiba, pelos crimes de estupro de vulnerável, praticado em continuidade delitiva, e atentado violento ao pudor (conforme a legislação vigente à época dos fatos). As vítimas eram crianças quando os crimes teriam sido cometidos e possuem vínculo de parentesco com o denunciado.

“O denunciado passou a responder por delito contra duas vítimas, sendo que os crimes foram cometidos por diversas vezes contra cada uma delas. Esse processo está em sigilo e corre sob segredo de justiça, por conta disso não é possível que seja nominado tanto a pessoa do acusado quanto as pessoas das vítimas. O que é certo é se caso a denúncia venha a ser acolhida de maneira total, conforme o Ministério Público espera, a pena do acusado alcance cerca de 30 anos de reclusão a ser cumprida em regime inicialmente fechado”, declarou o promotor de Justiça Dr. Eduardo Labruna Dahia.

Ele segue explicando ainda que em casos de crimes sexuais, a palavra da vítima tem grande relevância e o fato da vítima demorar um tempo a contar do abuso sofrido não tem o poder de tirar a credibilidade da sua palavra. “Ela demorou a contar por conta de somente agora se sentir confortável ou segura para efetuar a tal denúncia”, completa.

Segundo a denúncia, entre os anos de 2005 e 2007, em Campo Largo, o denunciado constrangeu sua filha, mediante violência e grave ameaça presumida diante da idade da vítima – que tinha nove anos quando os fatos começaram – a praticar ato libidinoso diverso da conjunção carnal, bem como a submeteu a reiteradas tentativas de conjunção carnal. A conduta delituosa era praticada nos momentos em que a mãe da menina estava ausente.

Em relação à segunda vítima – um sobrinho que tinha 10 anos quando os fatos começaram – os abusos ocorreram entre 2016 e 2019, também em Campo Largo. De acordo com a denúncia, o homem praticou com o menino ato libidinoso diverso da conjunção carnal, utilizando-se do ambiente de reuniões familiares em sua residência como artifício para se aproximar da vítima. Os abusos seriam praticados em momentos de interações lúdicas, tais como jogos de tabuleiro e simulações de confrontos físicos (“lutinhas”).

Durante a investigação, também foram relatados abusos contra uma terceira vítima. Entretanto, como esses fatos já estavam prescritos, não puderam ser incluídos na denúncia.

 

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