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Quinta-feira | 19 de Outubro de 2017 05:06

População reclama atendimento na Unidade de Saúde do Centro


Por: Luis Augusto Cabral
Crescem as reclamações no atendimento na Unidade de Saúde do Centro de Campo Largo. A população reclama que lá não tem especialistas, não fazem pré-natal, falta remédio, não faz ecografia e até quando fazem exames, o resultado não sai. A Reportagem da Folha procurou a Secretaria Municipal de Saúde, para ver o que está acontecendo. A secretária Christiane Chemin disse que a Unidade do Centro não é UPA - Unidade de Pronto Atendimento, que lá não se realizam atendimentos de especialidades.
 
“A Unidade de Saúde do Centro é de Atenção Básica, temos lá médicos do PSF – Programa Saúde da Família, duas equipes e mais três médicos, também clínicos gerais, além de oito alunos da Universidade Positivo fazendo atendimento e mais uma Pediatra. Há problemas com exames, porque o laboratório contratado não está realizando o trabalho a contento. Já fizemos uma advertência verbal e a próxima será por escrito”, explicou ela.
 
PSF
Christiane Chemin disse que as equipes de PSF estão realizando um ótimo trabalho, na área da Unidade de Saúde do Centro, e que lá a Pediatria também está bem avaliada, além do atendimento ao idoso, só não tem especialistas, porque a unidade não é para ter especialista.
Sobre o atendimento às gestantes, a secretária disse que “as gestantes de risco são encaminhadas para o Hospital do Rocio e as sem indicação de risco para o Hospital São Lucas. Lá, nos hospitais, são efetuados todos os exames necessários, inclusive ecografia. A questão da ecografia para os demais pacientes, nós estamos com dificuldades com o equipamento e com a falta de um profissional, mas o reparo já está sendo providenciado e o profissional será remanejado para a Unidade”.
 
Quanto à falta de medicamentos, Christiane disse que a questão da Sinvastatina (medicamento para colesterol), a empresa fornecedora informou que a indústria não tem material (insumos) disponível no mercado, está em falta e o fornecimento é precário, mas a Secretaria está trabalhando para manter o fornecimento à altura da demanda.
 
Sobre os gastos com Saúde Pública, em Campo Largo, Christiane disse que em 2015 o Município investiu R$ 2,5 milhões e em 2016, R$ 2,4 milhões. “Em 2017, já investimos R$ 2,4 milhões e estamos apenas na metade do ano. Disse que só com quatro pacientes, por força de ação judicial, o município está gastando perto de R$ 500 mil por ano. Lembrou que a Unidade de Saúde do Centro tem uma população cadastrada, ativa, de 32 mil pacientes e que o crescimento dessa população é exponencial, chegando a mais de 20% ao ano, com cerca de seis a sete prontuários novos, por dia.
 
Mudanças
A secretária da Saúde disse que toda a estrutura de Saúde, de Campo Largo, será mudada, a partir dos próximos meses. Onde está funcionando a Unidade de Saúde do Centro, o prédio será reformado e ampliado a partir de janeiro de 2018. A partir do final de 2018, vai funcionar como UPA – Unidade de Pronto Atendimento. Todos os equipamentos e estrutura que hoje estão no Centro Médico (que será desativado), serão transferidos para a UPA. O prédio do Centro Médico também será reformado e lá funcionará o NIS III, uma unidade de especialidades. No local onde hoje funciona o NIS III, funcionará a Unidade de Saúde do Centro.
 
O Centro Médico, segundo a secretária, tem atendido, nos últimos dias, centenas de casos de crianças e idosos, principalmente, com gripe, provável reflexo da baixa procura pela vacinação, esse ano. Ela lembrou que no prédio onde hoje está o Centro Médico, além de especialidades, será instalado um laboratório de Fisioterapia e continuará com equipamento de Raio X. Disse que no antigo prédio da Unidade de Saúde do Centro, vai funcionar a Farmácia Municipal, ainda em 2017 e que no prédio onde funcionava a Casa Lar Santa Rita de Cassia, na entrada do Parque Newton Puppi, vai funcionar uma Unidade de Saúde da Mulher e da Criança.
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Sua Opinião





  • Por ze merenda - 04 Agosto 2017 | 12h16min

    Não adianta tapar o sol com a peneira . Sorte de quem tem um plano de saúde ( e olha lá, ainda ), depender de pronto socorro é bucha. Pobre só toma invertida . Chega naquele Centro Médico , um pessoal mal humorado pra atender , uma fila maior que o Tico no Sábado , e uma demora pra tudo .
    É povão , tente não ficar doente , nem precisar de SUS , ,, , tão fudiiii

  • Por Rosicler Machado - 27 Julho 2017 | 17h10min

    Esperamos que mudanças aconteçam,o mais rápido possível,para que os cidadãos de Campo Largo,que pagam seus impostos ,não venham a sofrer com diagnósticos errados, como o caso da minha irmã Maria Dezeneide Machado ,71 anos ,que após 8 dias de indas e vindas no Centro Medico sem sucesso, foi diagnosticada com Labirintite e Gastrite,pagamos por uma consulta particular e após ter sido internada no Hospital do Rocio realizar os exames a mesma ha via sofrido um Mini AVC(Acidente Cerebral Vascular)Graças a Deus que pudemos pagar por uma consulta, mas peço aos senhores que se coloquem no lugar dos Campo larguenses que não conseguem pagar.Ta na hora de nossos sucessores na prefeitura olhar para o povo.



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