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Quarta-feira | 20 de Setembro de 2017 08:06

Protetor solar é essencial e deve ter no mínimo fator de proteção 30

Proteção solar é essencial nesta estação do ano. Dermatologista dá algumas orientações e ressalta importância do uso de repelentes.  

Por: Colaboração Caroline Paulart com supervisão Danielli Artigas

29/12/2016

Na quarta-feira (21) começou o Verão e com ele também a preocupação com o bronzeado, ficar com a pele bonita para as festas de final de ano e as férias. Porém, alguns cuidados são sempre muito bem-vindos em qualquer estação do ano, mas nessa devem se tornar obrigatórias para evitar prejuízos futuros.

Muitas pessoas ficam horas expostas ao sol, usando bronzeadores que possuem Fator de Proteção Solar (FPS) de até dois, o que é considerado extremamente baixo, e não sabem o que de fato é o bronzeamento. A médica dermatologista Gabriela Seidel explica que o bronzeamento inicia em um período de 48-72 horas após a exposição solar. “Acontece por estímulo das células que produzem a melanina - melanócitos, que se tornam mais ativas produzindo mais pigmento. Quando a pele é exposta à radiação ultravioleta, os melanócitos são estimulados e produzem a melanina, que é o pigmento que dá a cor à pele.”

Ela ainda conclui dizendo que o número de melanócitos é o mesmo nos mais variados tons de pele, porém a variação é que em pessoas com a pele mais morena essa célula é mais ativa. “Quanto mais clara for a pessoa, mais estímulo ela terá que fornecer para que sua ‘fábrica’ produza a cor. Esse processo todo se dá às custas de muito prejuízo, com a produção de uma série de radicais livres nocivos à pele”, explica.

Portanto, para períodos de Verão, é imprescindível a aplicação de filtro solar de fator adequado à pele e também evitar exposição solar das 10 às 15 horas. “O FPS deve ser de no mínimo 30 e a frequência de aplicação deve ser respeitada. Em geral, sugere-se reaplicação a cada quatro horas em ambiente fechado e a cada duas horas quando exposição ao ar livre. Crianças podem usar filtro solar a partir dos 6 meses de idade, dando preferência a produtos infantis”, recomenda.

A médica aconselha uma consulta ao dermatologista para a definição de qual o protetor solar mais eficaz. “O ideal é passar por uma avaliação com um dermatologista que vai saber indicar o tipo de pele e qual o melhor protetor para cada paciente. Assim são definidos o tipo de pele de cada pessoa e o filtro solar formulado, específico para aquele tipo de pele. Por exemplo, peles oleosas necessitam de protetores livres de óleo, enquanto peles mais secas se adaptam melhor com filtros em cremes ou loções”, diz.

Camarão não
Não é necessário ir para a praia para virar um “camarão”. O apelido é dado àqueles que sofrem queimaduras graves na pele, que fica com o aspecto de vermelho vivo, e podem escamar depois de alguns dias. A queimadura se deve ao fato de uma exposição solar sem proteção solar por muito tempo.

Nesses casos, a doutora Gabriela recomenda procurar ajuda médica. “Em caso de queimaduras solares o paciente deve passar por uma consulta com dermatologista para que se avalie o grau da queimadura e as medidas de suporte sejam adotadas. Receitas caseiras podem ser prejudiciais, não são recomendadas. O uso de alguns produtos pós sol contendo substâncias calmantes como aloe vera e/ou camomila, por exemplo, pode ser benéfico, pois propiciam alívio nos sintomas”, recomenda.

Longe das picadas
A grande onda de combate ao Aedes aegypti fez com que a procura e o hábito de passar repelente aumentasse consideravelmente. No ano passado, além de passar a ser distribuído pelo Governo Federal às gestantes do Bolsa Família, os frascos desapareceram das prateleiras de mercados e farmácias.

Para repelentes a dermatologista dá as seguintes orientações: “Atualmente o uso de repelentes é fundamental, principalmente nessa época do ano, sobretudo em gestantes. Existem três princípios ativos aprovados pela ANVISA. A frequências da aplicação depende de qual princípio ativo é composto cada produto. O IR3535 tem duração de duas a quatro horas; o DEET deve ser aplicado a cada seis horas e o Icaridina tem duração mais prolongada de 10 horas”, finaliza.

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