Terça-feira às 24 de Fevereiro de 2026 às 08:19:20
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Projeto social da Igreja Mevam realizará cursos de culinária, música e jiu-jitsu à comunidade

Projeto social da Igreja Mevam realizará cursos de culinária, música e jiu-jitsu à comunidade


O projeto social desenvolvido pela Igreja Mevam (Missões Evangelísticas Vinde Amados Meus), em Campo Largo está ampliando o atendimento comunitário com ações voltadas à capacitação, assistência e acolhimento de pessoas de toda a comunidade campo-larguense. A iniciativa inclui entrega de marmitas, apoio a pessoas em situação de rua, além da abertura de cursos de formação, música e esporte com contribuição acessível. 
O trabalho é coordenado pela líder do Mevam Social, Luciana Lopes, que explicou à Folha de Campo Largo como tudo tem sido feito em conjunto pela igreja. Segundo ela, o Mevam atua há cerca de 30 anos e iniciou as atividades em Campo Largo em 2020, a partir de encontros realizados na casa dos pastores locais. Desde o início, segundo Luciana, já existiam ações solidárias internas, como doações de cestas básicas e bazares, mas a proposta evoluiu para um modelo mais estruturado de atendimento comunitário.
“A igreja já tinha o movimento social acontecendo, com doações e bazares, mas a gente entendeu que precisava de uma proporção maior. Eu estou na igreja há três anos e assumi oficialmente o social em janeiro, mas acredito que isso já faz parte da minha essência, da minha missão. Sempre trabalhei com desenvolvimento de comunidade, já ministrei cursos em CRAS e, quando cheguei aqui, percebi que dava para fazer muito mais com o apoio da liderança”, afirma.
Segundo ela, a decisão de ampliar o projeto foi aprovada pelos pastores e lideranças, com foco em atendimento aberto à cidade, e não apenas aos membros da igreja. “A ideia não é servir a igreja local, é servir Campo Largo. A gente começou com duas, três pessoas, com oração e trabalho, usando recursos dos próprios membros, fazendo bazar e marmita, dando os primeiros passos.”

Atendimento às pessoas em situação de rua
Uma das frentes é a distribuição de marmitas a pessoas em situação de rua, iniciada em 15 de novembro do ano passado. As saídas ocorrem à noite, em dias alternados, normalmente entre terça e quinta-feira, conforme a disponibilidade dos voluntários.
“Em média são 30 marmitas por saída, porque é mais ou menos o que a gente encontra à noite. Não é só entregar comida. Os voluntários conversam, oram, sentam para ouvir. Levamos também um doce, uma bala, frases escritas. É um cuidado completo, não é só alimentação”, explica. Luciana estima que cerca de 300 marmitas já foram distribuídas. Ela relata que parte das pessoas atendidas passou a procurar a igreja. “Já recebemos três pessoas aqui durante os cultos que disseram ‘a gente recebe marmita de vocês e veio conhecer’. Acreditamos que a semente foi lançada.”
Além da entrega de alimentos, o projeto prevê acolhimento em dias específicos dentro da igreja, com oferta de banho e itens de higiene. Há também encaminhamentos para tratamento quando necessário.
“Nosso objetivo não é entregar comida na rua e mandar embora. Queremos trazer para um ambiente de acolhimento. Temos chuveiro, toalha, escova de dente, estrutura preparada. Existe organização, dia certo e equipe responsável para fazer isso. A pessoa toma banho, se alimenta e recebe uma Palavra. São sementes que a gente acredita que vão germinar, mesmo que a longo prazo. Se a gente conseguir tirar essas pessoas da rua, encaminhar para tratamento, ajudar a reconstruir a vida e depois conectar com trabalho, isso é ganho para a cidade inteira”, acrescenta.
Cursos abertos para todos
Outra frente é a oferta de cursos de capacitação. Três modalidades foram abertas inicialmente, que são Culinária, Bateria e Jiu-jitsu, com início previsto para o próximo sábado, dia 21 de fevereiro. As inscrições são feitas por formulário online divulgado nas redes sociais (no Instagram @mevamcampolargo) da igreja, e os inscritos são contatados diretamente pela coordenação.
“Os cursos vão ser aos sábados. A pessoa faz a inscrição, entramos em contato, explicamos sobre o valor da contribuição mensal, que é simbólica, basicamente para pagar os professores. Cada turma tem grupo próprio. A gente limita por organização e espaço, então para o curso de Culinária é de 15 ou 20 alunos, Bateria e Jiu-jitsu até 10 por turma. Se a demanda crescer, abrimos novos horários.”
As idades variam conforme a atividade. Jiu-jitsu e Bateria são a partir de 04 anos. No jiu-jitsu haverá turmas de 04 a 12 e de 12 a 17 anos. Culinária aceita alunos a partir de 11 anos.
O curso de culinária é dividido em módulos mensais, totalizando 11 meses, com certificação ao final. O conteúdo inclui panificação, massas, doces e confeitaria. “É um curso completo. Entra panificação, pães, pizzas, tortas salgadas, depois doces de festa, massas de bolo, decoração, tortelete, massas como macarrão, nhoque, capelete. A pessoa recebe apostila com todas as receitas e extras da professora. A intenção é que ela saia com profissão e possibilidade real de renda”, afirma.
Os insumos são obtidos por doação. A coordenação pede apoio com alimentos como farinha, açúcar, leite, creme de leite, fermento, margarina e ovos. As contribuições podem ser combinadas por telefone, redes sociais ou entrega direta no local.
Ela também destaca a inclusão de crianças com deficiência. “Recebi contato de uma mãe de crianças autistas dizendo que o filho sonha em estudar música e teremos ele aqui conosco”, pontua.
Luciana defende que o projeto depende de participação coletiva, voluntários, doadores e parceiros locais, e afirma que a proposta é servir a cidade como um todo. “Não é sobre placa de igreja. É sobre o que Jesus ensinou: servir e amar o próximo. Se cada pessoa contribuir com um pouco, isso cresce. Juntos nós vamos mais longe.”
Contato pelo Whatsapp (41) 99999-0767..