O planejamento técnico foi o primeiro passo para identificar as necessidades e definir onde e como intervir
Uma cidade mais acessível começa muito antes da obra. Em Balsa Nova, o planejamento técnico foi o primeiro passo para identificar as necessidades e definir onde e como intervir. Com cerca de 13,5 mil habitantes e localizada a 60 quilômetros de Curitiba, Balsa Nova foi um dos primeiros municípios a aderir ao projeto Rotas Acessíveis, desenvolvido pelo Paranacidade.
O município se tornou referência pela eficiência na aprovação dos projetos e na realização das medições, em ações alinhadas às diretrizes do ODS 11 (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU), que prevê cidades mais inclusivas, seguras e acessíveis.
A partir do estudo realizado pelo Paranacidade, a Prefeitura conseguiu estabelecer prioridades e avançar para a elaboração dos projetos. A previsão é investir cerca de R$ 4 milhões na execução das obras, que vão contemplar 12 ruas.
São elas: Avenida Brasil, Avenida Iguaçu, Rua Getúlio Vargas, Rua Guilherme Bathke, Rua João da Rocha Ferreira, Rua Francisco Manoel da Cruz, Rua Vereador Luiz Antonio Pellizzari, Rua Euzébio Pereira dos Anjos, Rua Matias V. Alvarenga, Rua José Bonifácio de A.E.E. Silva, Rua Sete de Setembro, Rua das Indústrias.
O projeto prevê calçamento em paver, piso podotátil direcional e de alerta, rampas de acessibilidade e outras adequações nas vias. Também estão previstas melhorias para garantir a acessibilidade em toda a extensão dos projetos, com o mínimo de destocamento e remoção de árvores e, quando necessário, relocação de postes.
Um norte para o município
Para a secretária de Obras de Balsa Nova, Priscila Maroski, o estudo do Paranacidade foi fundamental para organizar as próximas etapas. “Receber essas informações foi um norte pra nós. O estudo mostrou por onde começar, quais eram as necessidades e o que precisava ser feito. Com base nesses dados do Paranacidade, foi possível contratar o projeto. A partir daí, criamos um programa de necessidades para dar sequência a empresa que vai executar as obras”, explica.
Segundo ela, o levantamento permitiu analisar a cidade de forma integrada, considerando calçadas, arborização, postes e outros elementos que interferem na circulação. “Não é simplesmente fazer uma calçada. É entender o espaço e todos os elementos que interferem na circulação. O estudo nos deu uma base para tomar decisões e planejar uma solução que realmente pudesse ser executada.”
O município está em fase de captação de recursos para o início das obras.
Do diagnóstico à obra
O Rotas Acessíveis oferece aos municípios uma base técnica para planejar intervenções de acessibilidade. A equipe do Paranacidade analisa calçadas, vias, ciclovias, topografia e níveis de declividade, utilizando ferramentas como Google Street View, Google Earth, ArcGIS, Paraná Interativo e planilhas orçamentárias e visitas técnicas no local.
“O Paranacidade dá esse suporte aos engenheiros municipais, entregando o mapeamento das áreas, os pontos que precisam de intervenção e até planilhas orçamentárias. Assim, o município tem uma base técnica para planejar e colocar as obras de acessibilidade em prática”, afirma o engenheiro e coordenador operacional municipal do Paranacidade, Roberto Chun Yan Pan, responsável pelo estudo realizado em Balsa Nova em 2021.
Atualmente, 38 municípios integram o Rotas Acessíveis. As intervenções também seguem parâmetros técnicos da ABNT NBR 9050 para acessibilidade de edificações, mobiliário, espaços públicos e equipamentos urbanos.