Aos 13 anos, “Demolidor” conquista título mundial inédito para o Brasil e escreve seu nome na história da modalidade
O hino brasileiro ecoou no lugar mais alto do pódio na Itália. Aos 13 anos, Emanuel Plath Santos, conhecido no mundo do Kickboxing como “Demolidor”, conquistou neste sábado, 26 de setembro, o título de Campeão Mundial de Kickboxing, na modalidade Kick Light – Older Cadets Masculino até 37 kg, durante a 16ª edição do Campeonato Mundial de Cadetes da WAKO, realizado na Itália entre os dias 18 e 27 de setembro.
A conquista é histórica, pois Emanuel tornou-se o primeiro brasileiro Sub-17 a conquistar uma medalha de ouro na história desta competição, colocando o Brasil, pela primeira vez, no topo do pódio nessa categoria.
Mais do que uma medalha, o resultado representa a consolidação de uma trajetória construída ao longo de anos de treinamento, competições e títulos.
Trajetória campeã
O título mundial conquistado na Itália é apenas o capítulo mais recente de uma carreira que, apesar da pouca idade, já acumula números impressionantes.
Emanuel é sete vezes campeão brasileiro e sete vezes campeão estadual, além de possuir seis títulos internacionais, entre conquistas em Campeonatos Sul-Americanos, Pan-Americanos e Pan American Cup.
Em 2026, antes de chegar ao Mundial, o atleta já havia conquistado os títulos estadual e nacional na modalidade Kick Light, resultados que contribuíram para sua posição no ranking e para a convocação à Seleção Brasileira.
Em dezembro de 2025, Emanuel fez sua estreia internacional na modalidade e categoria no Campeonato Pan-Americano realizado na Guatemala. Na ocasião, conquistou o título e derrotou o então campeão da categoria, atleta representante do país-sede.
Agora, menos de um ano depois, o jovem atleta acrescenta à sua coleção o título mais importante de sua carreira até aqui, justamente o título de campeão mundial.
Das quartas de final ao pódio
A relação de Emanuel com a Itália começou quatro anos atrás. Ainda criança, ele disputou o Mundial de Cadetes realizado no país e participou da modalidade Point Fight, chegando às quartas de final.
Quatro anos depois, retornou à Itália em uma nova categoria e com uma trajetória completamente diferente.
Desta vez, Emanuel avançou até a decisão e conquistou o ouro.
Na categoria de Emanuel, 23 atletas estavam inscritos, com os confrontos definidos por sorteio oficial do sistema Sportdata. A competição reuniu jovens atletas de diferentes partes do mundo e colocou o brasileiro diante de representantes de países tradicionalmente fortes no Kickboxing, como Arábia Saudita, Uzbequistão, Israel, Bulgária e Azerbaijão. São países com histórico de resultados expressivos nas categorias de base e forte presença nas divisões mais leves do Kick Light.
Mesmo diante de uma das disputas mais qualificadas de sua categoria, Emanuel manteve o foco e avançou combate após combate até conquistar o título mundial.
A delegação brasileira presente no Mundial foi composta por 19 atletas, representantes de diferentes regiões do país. Além do ouro histórico conquistado por Emanuel, o Brasil também garantiu três medalhas de bronze na competição: uma conquistada por uma atleta feminina do Paraná, outra por um atleta do Rio de Janeiro e a terceira por um atleta de São Paulo.
O resultado significa que o Brasil encerra sua participação no Mundial com quatro medalhas, sendo uma de ouro e três de bronze.
Campeão formado em Campo Largo
Por trás do resultado existe uma rotina de treinamento construída diariamente. Emanuel treina na Killer Bees Campo Largo, onde é comandado pelo técnico Alysson Lyoto, responsável por acompanhá-lo em sua preparação e trajetória competitiva.
É nos treinos, muito antes de entrar no ringue ou no tatame, que são construídos os resultados que aparecem no pódio. A disciplina, a repetição, a preparação física e técnica e a experiência adquirida em cada competição foram formando o atleta que agora chega ao topo do mundo.