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Domingo | 26 de Fevereiro de 2017 23:11

Fase oral 11/09/2014


Por: Michele

11/09/2014

Na sua teoria do desenvolvimento humano, Freud – “o pai da psicanálise” - considerou o critério afetivo, que corresponderia ao comportamento do indivíduo frente aos seus objetos de prazer e dividiu esse desenvolvimento em fases sucessivas, atribuindo a cada uma delas um nome ligado a parte do corpo.
Dessa forma, consideradas como fases pré-genitais, temos: a fase oral, que vai desde o nascimento até o desmame, por volta de um a dois anos de idade, aproximadamente; a fase anal, que se inicia em torno de dois e três anos de idade; e a fase fálica, que tem o seu apogeu em torno dos cinco anos, em média. Lembrando sempre que o tempo de cada fase é menos importante que as transformações que ocorrem em cada uma dessas etapas durante o desenvolvimento do individuo.

Assim, no texto dessa semana iremos entender um pouco mais sobre a primeira fase,denominada oral, em que a criança vivencia prazer e dor através da boca. Essa satisfação se dá independente da satisfação da fome. Assim, para a criança sugar, mastigar, comer, morder, cuspir etc. têm uma função ligada ao prazer, além de servirem à alimentação.

Ao ser confrontada com suas frustrações, a criança é obrigada a desenvolver mecanismos para lidar com o sentimento. Esses mecanismos são a base da futura personalidade da pessoa. Assim, uma satisfação insuficiente das pulsões orais pode conduzir a uma tendência para ansiedade e pessimismo; já uma excessiva satisfação pode levar, através de uma fixação nessa fase, a dificuldades de aceitar novos objetos como fonte de prazer/dor em fases posteriores, aumentando assim a probabilidade de uma regressão.

A fase oral se divide em duas fases menores, definidas pelo nascimento dos dentes. Até então a criança se encontra em uma fase passiva-receptiva; com os primeiros dentes a criança passa a uma fase sádica-ativa através da possibilidade de morder. O principal objeto de ambas as fases, o seio materno, se torna, assim, um objeto ambivalente. Essa ambivalência caracteriza a maior parte dos relacionamentos humanos, tanto com pessoas como com objetos.

O principal processo na fase oral é a criação da ligação entre mãe e filho e, tendo como exemplo principal a amamentação da mãe, a criança obtém prazer a partir do ato de sucção e sente então satisfação com a nutrição proporcionada pelo ato. Onde a amamentação é interrompida precocemente, Freud afirma que a criança terá atitudes suspeitas, não confiáveis ou sarcásticas, enquanto a que for constantemente amamentada - talvez super-amamentada - terá uma personalidade confiante e ingênua. Com duração de um ano a um ano e meio, a fase oral termina com a introdução do desmame.
 

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