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Terça-feira | 12 de Dezembro de 2017 17:41

Paranistas declaram seu amor ao Paraná Clube e comemoram acesso à série A

Os paranistas campo-larguenses aproveitaram o acesso à série A para declarar o seu amor ao clube. A Folha de Campo Largo conversou com alguns torcedores. Confira os depoimentos

Por: Caroline Paulart

Uma explosão de alegria. Assim pode ser definido o sentimento de todos os paranistas campo-larguenses ao verem seu clube, há 10 anos na série B do Campeonato Brasileiro, finalmente chegar na série A, no sábado do dia 18.

Apesar do jogo ter acontecido em Alagoas, na casa do CRB, e o time ter feito o primeiro gol aos 18’ do segundo tempo, torcedores acompanharam confiantes o jogo todo, mesmo pela televisão, pois o Paraná Clube dependia somente de si para conquistar o acesso.

A Folha de Campo Largo conversou com alguns paranistas que sempre acompanham o Paraná Clube, os quais contaram um pouco sobre o relacionamento com o time.

Confira:

Paixão e vida profissional – Célio Vigilato

Para o repórter Célio Vigilato, torcer para o Paraná Clube é uma mistura de amor pelo bom futebol, pelo time e pela profissão. Célio acompanhou por seis anos o clube de perto, quando foi setorista, pela Rádio Iguassu de Araucária. “Ultimamente andava meio disperso, mas a paixão dos meus filhos e seus amigos me fez retornar aos estádios e acompanhar de perto esse time, que despertou um gigante adormecido. Essa alegria nos faz voltar ao ano de 2006, quando como repórter de campo tive a satisfação de acompanhar um dos mais belos momentos do Paraná Clube, sob o comando do inesquecível Caio Jr., de saudosa memória, que deve estar feliz onde estiver, naquele ano o Paraná foi à Libertadores. Somos hoje uma nação feliz, sem precisar torcer contra ninguém e viver intensamente a nossa paixão. Na minha época era fácil torcer, na década de 90, foram muitas conquistas, tinha uma turma aqui de Campo Largo que ia de ônibus fretado. Eu voltei aos jogos depois que meus filhos me cobraram: ‘pai você nos fez ser paranistas e agora nos abandonou?’ Então fui no jogo contra o Atlético Mineiro, pela Copa do Brasil, no Couto Pereira e não parei mais.”

Torcida feminina sempre presente – Priscila Godoy

E quem disse que mulher não gosta e não entende de futebol? Priscila desmente tudo isso fácil. Torcedora e participante assídua dos jogos que acontecem em Curitiba, ela começou a torcer por influência do padrinho. “Eu nasci em 1993, junto com a torcida da Fúria Independente, porém meu pai não gostava de futebol, isso fez com que eu não me interessasse pelo esporte de início. Depois de um tempo, se me perguntavam para quem eu torcia, eu falava ‘Paraná Clube’, mas não sabia nem dizer quem estava em campo ou quando tinha jogo. Quando entrei na adolescência comecei a me interessar um pouco mais, por causa do meu padrinho e lembro muito bem quando o Paraná caiu para a série B. De lá para cá, enquanto muitos desistiram e guardaram suas camisas, eu fiz o contrário. Meu interesse e meu amor foi crescendo a cada ano e há cinco anos eu fui no meu primeiro jogo. A sensação de estar na Vila Capanema foi incrível. Meu padrinho me deu a primeira camisa. Meu namorado é paranista e trabalha no clube. Meus amigos sabem que se tem jogo do Paraná não posso marcar compromissos, como aconteceu no último sábado, dia 18. Quando o juiz apitou o final meu coração quase parou. Corremos para a carreata, para a Praça do Museu e como foi lindo ver tanto paranista, que nem se conhecia, se abraçando e cantando o hino o mais alto que podia.”

Desde a fundação até a eternidade – Sandro Negrão

Sandro Negrão torce para o Paraná Clube mesmo antes da sua fundação. Isso porque ele acompanhou o clube Pinheiros até a junção do time com o Colorado, que deram origem a um dos clubes mais tradicionais do Estado. “Tenho ótimas lembranças e amizades que fiz nos jogos que acompanhei. Uma amizade em especial que me acompanhava nos jogos do Pinheiros, ainda na década de 80, e ainda hoje vamos juntos aos jogos do Paraná, meu amigo João Alcione Scopel. Entre as lembranças está a sequência de campeonatos conquistados na década de 90 que culminou com pentacampeonato, passando pelo jogo contra o São Paulo que deu a vaga para nossa primeira Libertadores. Tenho fé que outras virão. Agora com o acesso, sinto uma alegria enorme. Um peso que saiu dos ombros. Tempos ruins que ficaram para trás. Para 2018 as expectativas são grandes, temos um presidente jovem mas que está mostrando muita competência. Tenho certeza que faremos um grande campeonato.”

Herança de família – João Marsiglio

João viu sua família acompanhar jogos tanto do Pinheiros como do Colorado, que futuramente se uniram e formaram o Paraná Clube. Seu pai e tios começaram a levar ele e seus irmãos sempre aos jogos, o que fez a paixão aumentar a cada dia. “Fiz muitas amizades ao longo dos anos torcendo para o Paraná. No início desse ano, fizemos um grupo no WhatsApp para caronas, o que acabou virando um grupo de amizade. Ficamos todos juntos durante os jogos, no mesmo lado do estádio. Entre as memórias que coleciono do Paraná Clube está a campanha de 2006, otítulo paranaense e a histórica classificação para libertadores, foram simplesmente fantásticos. As melhores sensações que tive foram no estádio do Pinheirão, em partidas históricas da Copa Sul-Minas, o título de 2000 da Copa João Havelange e também a classificação histórica para Libertadores. O acesso também entrou para a memória, pois depois de 10 anos de sofrimento, ver o time de volta à série A foi demais. Na verdade, não caiu muito a ficha ainda, parece mentira, mas é uma sensação muito boa, de serviço realizado, de uma conquista histórica. Já que o Paraná Clube conseguiu o acesso, iremos todos no primeiro jogo do Paraná Clube em casa na série A do Campeonato Brasileiro de 2018 a pé de Campo Largo até a Vila Capanema. Como esse jogo de sábado será no Couto Pereira, vamos cumprir a promessa indo a pé para o nosso estádio. Sairemos da frente da Igreja da Rondinha e iremos a pé até a Vila Capanema, são 34Km, mais de seis horas caminhando, para comemorar o acesso após 10 anos.”

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