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Adeus a Lauro Perussolo, o eterno repórter esportivo de Campo Largo

Adeus a Lauro Perussolo, o eterno repórter esportivo de Campo Largo

A história da Folha de Campo Largo e do esporte local se confunde com a trajetória de Lauro Perussolo. Presente desde o início do jornal em 1989, Lauro dedicou décadas de sua vida a registrar e valorizar cada lance, cada atleta e cada conquista da nossa cidade até a pandemia da Covid-19. Nesta terça-feira (31), Campo Largo se une para homenagear esta pessoa que, após enfrentar um quadro avançado de demência e uma pneumonia, não resistiu. Ele faleceu às 13h30 na UTI do Hospital Evangélico, onde estava desde o dia 22 de março e, na última quinta-feira, a família já tinha sido chamada para uma reunião delicada devido à sua dificuldade em respirar sem auxílio de aparelhos.

Ele deixa sua eterna companheira Maria do Carmo Fabris Perussolo, com quem teve três filhos. Sempre querendo demonstrar um jeito sério e falando alto, Lauro adorava fazer suas brincadeiras e compartilhar conhecimento. Principalmente, deixou o ensinamento de um comprometimento sem igual.

 

Uma vida dedicada ao esporte

Lauro não era apenas um observador; ele viveu o esporte intensamente. Sua trajetória começou em 1950, como jogador juvenil. Como volante do Fanático Futebol Clube, o "Tricolor da Baixada", ele conquistou títulos memoráveis, sendo campeão campo-larguense em 1957 e integrante do time titular na campanha invicta da 5ª Taça Paraná em 1968. Em 1962, também sagrou-se campeão da Liga Campolarguense defendendo o time da Steatita.

Após pendurar as chuteiras, sua paixão se transformou em palavras. O "Rondinaro", como orgulhosamente se autodenominava, iniciou sua coluna "Recordar é Viver" em 15 de maio de 1989. Por mais de 31 anos, ele esteve presente em todas as edições até o início da pandemia, quando o isolamento se fez necessário.

 

O homem do "banquinho" e da memória viva

Lauro era uma figura emblemática à beira dos campos. Sempre acompanhado de sua máquina fotográfica, caneta, papel e seu famoso banquinho, ele não apenas noticiava, mas incentivava o esporte em todas as suas instâncias.  Em sua casa, mantinha um verdadeiro "museu", guardando com carinho recortes e fotografias que narram a história esportiva da cidade.

Até poucos anos atrás, sua memória era um prodígio: lembrava-se de cada detalhe e data com precisão ímpar. Essa dedicação lhe rendeu homenagens em vida, como a recebida em março de 2020 pela diretoria da Porcelanas Germer, em reconhecimento aos seus mais de 70 anos de envolvimento com o esporte.

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