Período mais quente e chuvoso favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti; Prefeitura mantém monitoramento e pede participação da população
Com o verão se aproximando, as altas temperaturas e as chuvas frequentes criam condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Nesta época do ano, aumenta o risco de crescimento no número de casos, o que torna a prevenção ainda mais necessária. Em Campo Largo, a Prefeitura, por meio da Vigilância em Saúde, mantém as ações de monitoramento e controle e reforça o apelo para que a população colabore com a eliminação dos criadouros.
A dengue é uma doença infecciosa transmitida pela picada da fêmea do Aedes aegypti, que se reproduz principalmente em recipientes com água parada. Os sintomas podem variar de quadros leves a formas graves, com risco de complicações e óbito. Por isso, a prevenção e a identificação precoce dos sinais de alerta são fundamentais para proteger a saúde da população.
Entre os principais sintomas estão febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, náuseas e manchas vermelhas na pele. Alguns sinais indicam agravamento e exigem avaliação imediata em um serviço de saúde: dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou desmaio.
Em caso de sintomas, o paciente deverá procurar a sua Unidade de Saúde de referência. A lista com todas as US de Campo Largo pode ser conferida clicando aqui.
A principal forma de prevenção é eliminar locais que favorecem a reprodução do mosquito. Essa é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e toda a população, por isso, confira as medidas simples, mas essenciais, que ajudam a reduzir os criadouros:
Eliminar a água parada de pratos de plantas, garrafas, baldes, latas e outros recipientes;
Manter caixas-d’água, tonéis e reservatórios bem tampados;
Limpar calhas e ralos, evitando o acúmulo de água;
Lavar e escovar regularmente os recipientes utilizados para armazenar água;
Manter lixeiras tampadas e descartar corretamente os resíduos;
Guardar pneus em locais cobertos e protegidos da chuva;
Limpar quintais e terrenos, retirando objetos que possam acumular água;
Permitir o acesso dos agentes de combate às endemias para vistorias e orientações;
Comunicar à Vigilância em Saúde, por meio do canal de ouvidoria, a existência de possíveis focos do mosquito em imóveis e outros locais.
A vistoria dos ambientes deve ser frequente, inclusive nos locais que parecem estar limpos. Pequenas quantidades de água acumulada podem ser suficientes para favorecer a proliferação do mosquito.
Plano de contingência
Para fortalecer o enfrentamento à dengue e a outras arboviroses, Campo Largo conta com o Plano Municipal de Contingência para Arboviroses 2026–2027. O documento organiza as ações de prevenção, vigilância epidemiológica, controle vetorial e assistência à saúde, conforme a evolução do cenário epidemiológico.
O município dispõe de uma rede de monitoramento com 460 ovitrampas distribuídas em 20 áreas urbanas, utilizadas para acompanhar a presença e a atividade do mosquito. As equipes também realizam visitas domiciliares, vistorias em imóveis, identificação e controle de criadouros e orientações à população.
O plano prevê ainda o monitoramento semanal dos casos, a identificação de áreas prioritárias, a preparação dos serviços de saúde para atender possíveis aumentos da demanda e a divulgação de informações para orientar a comunidade.
Vigilância constante
Mesmo quando há redução no número de casos, a vigilância precisa permanecer ativa. O histórico epidemiológico demonstra a importância de manter as medidas de prevenção durante todo o ano, sem esperar o aumento das notificações para agir.
O combate à dengue começa dentro de casa e depende da participação de todos. A Prefeitura, por meio das equipes de Vigilância em Saúde, mantém as ações de monitoramento e controle, mas cada morador tem um papel indispensável nessa luta.