09/11/2012
O sindicalista campo-larguense Nelson Silva de Souza, da Força Sindical, invadiu o plenário da Câmara Municipal de Curitiba, na manhã de Quarta-feira (07), para conversar com o presidente da casa, vereador João Cordeiro (PSDB). O sindicalista queria pedir autorização para que um grupo de um sindicato - que estava do lado de fora do auditório - pudesse entrar, mas ele entrou abruptamente no plenário, seguindo em direção à mesa do presidente e foi contido por seguranças.
Os vereadores votavam (e aprovaram), em segundo turno, a lei que proíbe o uso de materiais que tenham amianto em sua composição. A sessão foi suspensa por 15 minutos, depois que seguranças da casa retiraram o sindicalista do plenário, suspeitando que ele havia invadido propositadamente o espaço dos vereadores.
Mais de cem pessoas acompanharam a votação do projeto. Muitos eram trabalhadores de indústrias e fábricas que produzem produtos com amianto na composição e que se manifestavam contra a aprovação do projeto de lei. Eles argumentavam que a legislação vai provocar demissões em massa.
Também havia muitos manifestantes a favor da lei e pressionando os vereadores a aprovar o projeto de lei. Entre eles, vários sindicalistas. Nelson Souza foi imobilizado e retirado do plenário, provocando a suspensão da sessão legislativa.
Ele afirmou que não foi agredido e atribuiu o episódio a um mal-entendido. Assim que a sessão foi retomada, Nelson Souza fez um pronunciamento, defendendo a aprovação da lei.
O projeto proíbe o uso de materiais que tenham em sua composição amianto, asbesto ou produtos derivados deles. A proibição vai abranger produtos como talco, vermiculita (mineral usado na construção civil) e pedra-sabão, cuja utilização só seria autorizada após análise dos minerais. Em construções civis, deverá ser colocada uma placa com a mensagem: “nesta obra não há utilização de amianto ou produtos dele derivados, por serem prejudiciais à saúde”.