A comunidade de Rondinha, em Campo Largo, se prepara para celebrar, no próximo domingo (26), a 75ª edição da tradicional Festa de São Cristóvão, um dos eventos religiosos mais antigos e representativos do município. A programação reúne celebrações religiosas, procissão motorizada, bênção aos veículos, almoço festivo e festival de prêmios, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.
Reconhecido pela Igreja Católica como o santo protetor dos motoristas e viajantes, São Cristóvão atrai todos os anos milhares de fiéis em busca de proteção para as estradas. Ao longo da história da festa, a dimensão da devoção chegou, em uma única edição, a mais de quatro mil veículos abençoados durante a celebração.
A programação neste ano terá início às 9h, com a tradicional procissão motorizada, que sairá da Praça Schmidt, no bairro Itaqui, seguindo até a Igreja de Rondinha. Às 10h30 será celebrada a missa festiva, dedicada à bênção dos motoristas. Na sequência, acontece o almoço festivo, com churrasco e acompanhamentos, e, a partir das 14h, será realizado o tradicional festival de prêmios. A organização informa que haverá estacionamento disponível no pátio do Polentão.
Os almoços antecipados podem ser adquiridos pelos telefones (41) 98442-4749, (41) 99997-3579 e (41) 99555-1565, este último da Secretaria Paroquial.
Uma promessa que deu origem à tradição
A história da Festa de São Cristóvão tem origem em um gesto de fé e gratidão, quanto em 24 de junho de 1936, Angelo Bini e Lúcia Bonato Bini oficializaram o casamento. Anos depois, durante uma viagem por estradas ainda sem pavimentação, Dona Lúcia enfrentou uma forte tempestade e os caminhões atolados bloqueavam o caminho, em uma viagem que parecia impossível de continuar.
Foi naquele momento de dificuldade que ela recorreu a São Cristóvão, de quem já era devota. Fez então uma promessa de que caso conseguisse concluir a viagem em segurança, promoveria todos os anos uma homenagem ao santo protetor dos motoristas.
Segundo a história preservada pela comunidade, pouco tempo depois os caminhões conseguiram sair do atoleiro e o trajeto foi retomado. Em agradecimento pela graça alcançada, Dona Lúcia cumpriu a promessa e, com o apoio do então pároco Padre Francisco Corso, deu início à celebração que se tornaria uma das maiores manifestações de fé da região.
Desde as primeiras edições, a procissão motorizada já reunia caminhões, automóveis e famílias inteiras que percorriam a antiga Estrada Mato Grosso até a Rondinha. À frente do cortejo seguia o andor com a imagem de São Cristóvão, cuidadosamente ornamentado, conduzindo os participantes até a celebração religiosa.
Após a bênção dos veículos, era realizada a missa campal e a confraternização prosseguia com almoço, churrasco, café e bolo preparados pela própria comunidade.
Os preparativos envolviam dezenas de voluntários, como crianças, jovens e adultos, que colaboravam na decoração, na organização, na recepção dos visitantes e nas celebrações litúrgicas, fortalecendo o espírito comunitário que acompanha a festa desde sua origem.
Fotos: Igreja São Sebastião Rondinha/Redes sociais
