Sistema organiza o encaminhamento de pacientes que precisam de internação ou atendimento especializado para os serviços de referência da região
Quando um paciente atendido em Campo Largo precisa de internação ou de um atendimento que não está disponível na unidade de origem, a transferência é organizada pela regulação de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS). O processo integra municípios da Região Metropolitana de Curitiba e outras cidades de referência, de acordo com a organização da rede de saúde.
A unidade onde o paciente está sendo atendido identifica a necessidade de transferência e encaminha à regulação as informações sobre o quadro clínico, exames e o tipo de atendimento necessário. A equipe responsável analisa o caso e busca, na rede SUS, um leito compatível com a condição do paciente e com a disponibilidade naquele momento.
Por isso, o hospital de destino não é definido apenas pela proximidade ou pela escolha da família. A regulação considera a condição clínica, a gravidade do caso, o perfil do serviço necessário e a existência de vaga adequada. Assim, um paciente de Campo Largo pode ser encaminhado para Curitiba ou outro município, enquanto a própria cidade também pode receber pacientes de outras localidades.
“A regulação de leitos é fundamental para garantir a continuidade do cuidado. Quando um paciente precisa de um atendimento de maior complexidade, conseguimos, por meio desse sistema, buscar dentro da rede o serviço adequado à sua condição. Isso também permite que as nossas unidades mantenham o atendimento aos demais pacientes, enquanto aqueles que necessitam de cuidados especializados são encaminhados para os serviços de referência”, explica a secretária municipal de Saúde, Dra. Luiza Marochi Almeida.
Enquanto aguarda a definição de um leito, o paciente permanece sob os cuidados da unidade onde está sendo atendido. A equipe acompanha sua evolução e mantém as informações atualizadas para que a regulação possa avaliar o caso.
A organização regional é uma característica do SUS e permite compartilhar serviços de diferentes níveis de complexidade entre os municípios. Dessa forma, a regulação busca garantir que cada paciente tenha acesso ao serviço adequado para a continuidade do seu tratamento, conforme sua necessidade clínica e a estrutura disponível na rede.