Domingo às 11 de Janeiro de 2026 às 02:59:17
Opinião

Não enfrente o silêncio ou carregue o fardo sozinho

Não enfrente o silêncio ou carregue o fardo sozinho

Por mais que essa edição esteja repleta de notícias pesadas, difíceis de serem lidas - e acredite, são difíceis também de serem escritas por nós, como profissionais da imprensa -, é mais que necessário falarmos sobre a saúde mental. Na verdade, este é mais um motivo do porquê este assunto precisa ser abordado. Tradicionamente, o início do ano traz consigo a campanha Janeiro Branco, para conscientizar a população sobre o bem-estar mental e a necessidade de refletir sobre as pressões sociais cotidianas, exaustão e a pouca atenção que dá muitas vezes a si mesmo, suas emoções e sentimentos. Em 2026, a campanha traz como temática principal “Paz. Equilíbrio. Saúde Mental”, centralizando a discussão na nossa rotina cada vez mais puxada e exaustiva. 
Por meio desta campanha, diversos serviços públicos, buscam oferecer uma linha de cuidados à população, com serviços integrados de saúde, tratamento, internamento e formação continuada para os profissionais da saúde. Neste ano, para começar 2026, resolvemos trazer uma matéria com os profissionais do Centro de Atenção Psicossocial de Campo Largo, para mostrar aos nossos leitores, que podem precisar de ajuda gratuita, mas não sabem bem como buscá-la ou qual o primeiro passo. 
Temos ciência que, enquanto veículo de comunicação, proporcionar informações que levem as pessoas a prevenirem e buscarem tratamentos quando necessitam é algo fundamental em todos os sentidos, porém ganha um ponto a mais quando se trata de saúde mental. O nosso desejo é promover cada vez mais o equilíbrio e a saúde para todos. Com o vasto repertório de reportagens que já realizamos, abordando as mais variadas temáticas sobre o assunto, aprendemos que emoções que são silenciadas na mente de uma pessoa, acabam se manifestando de forma física, das mais variadas formas possíveis, podendo inclusive causar consequências graves, sejam físicas ou até mesmo que "respinguem" em outras pessoas.
Diante disso, é fundamental reforçar que ninguém precisa enfrentar suas dores em silêncio. Reconhecer os próprios limites e buscar ajuda profissional ou apoio em serviços especializados não é sinal de fraqueza, mas de coragem e cuidado consigo mesmo. Falar sobre o que se sente, pedir orientação e aceitar acompanhamento pode ser o primeiro passo para romper ciclos de sofrimento e exaustão. Que este editorial sirva não apenas como reflexão, mas também como um convite à ação, cuidar da saúde mental é uma necessidade urgente, contínua e coletiva; seu primeiro passo para 2026. Quando o peso parecer grande demais, procurar ajuda pode, de fato, salvar vidas.