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Congestionamentos na BR-277 geram revolta entre motoristas e passageiros de ônibus em Campo Largo

Congestionamentos na BR-277 geram revolta entre motoristas e passageiros de ônibus em Campo Largo

Motoristas e usuários do transporte coletivo voltaram a enfrentar longas filas na BR-277, entre Curitiba e Campo Largo, na tarde de terça-feira (28). A situação provocou uma série de reclamações encaminhadas à reportagem da Folha de Campo Largo, principalmente de passageiros que permaneceram por mais de duas horas dentro de ônibus ou aguardando no Terminal Campina do Siqueira, em Curitiba, para conseguir retornar para casa.

O congestionamento teve início após a interdição da pista no km 135 da rodovia, sentido Ponta Grossa, para a retirada de um veículo envolvido em um sinistro. A Via Araucária informou, por volta das 15h, que a previsão para conclusão da operação era de aproximadamente 30 minutos. No entanto, conforme o acompanhamento realizado pela reportagem, a pista foi totalmente liberada apenas por volta das 17h25, o que resultou em um longo congestionamento ao longo da rodovia.

Durante toda a tarde, leitores relataram dificuldades para chegar a Campo Largo. "Que sofrimento. Desde 17h20 para chegar 19h30 em Campo Largo", comentou uma motorista. Outro leitor afirmou que o problema já faz parte da rotina. "Todo dia é a mesma coisa. Passo por essa BR-277 diariamente e, depois de um dia inteiro de trabalho, ainda precisamos enfrentar filas enormes e um trânsito que parece não ter fim. É muito cansativo."

Os transtornos atingiram especialmente quem depende do transporte coletivo. Uma passageira contou que permaneceu cerca de 2h20 dentro do ônibus ligeirinho. "Saí às 17h do Terminal Campina do Siqueira e cheguei em Campo Largo às 19h20. O motorista sabia do congestionamento e não fez o desvio. O ônibus que saiu depois chegou bem antes porque desviou por Campo Magro."

Outra leitora relatou que ficou parada no trânsito enquanto familiares aguardavam no terminal. "Saí do Terminal Campina do Siqueira às 17h e ainda estava no km 109. Minha filha já estava há 40 minutos esperando o ônibus no terminal. Quando acontece isso, alguns ônibus chegam em Campo Largo, recolhem e nem retornam para Curitiba."

As reclamações, no entanto, vão além do episódio registrado na terça-feira. Segundo os leitores, os congestionamentos se repetem com frequência, mesmo quando não há acidentes na rodovia. "Quando tem algum incidente é justificável, mas todo dia trava na subida do Parque do Mate sem nenhuma ocorrência. Ou faz a terceira faixa ou tira o radar", afirmou um motorista.

O que diz a Via Araucária

Em nota encaminhada à reportagem, a Via Araucária informou que interdições parciais ou totais podem ser necessárias em situações como sinistros de trânsito, remoção de veículos de grande porte, obras emergenciais ou qualquer ocorrência que represente risco à segurança dos usuários e das equipes de atendimento.

Confira a nota na íntegra: “A Via Araucária informa que interdições parciais ou totais da rodovia podem ser necessárias em situações como sinistros de trânsito, remoção de veículos de grande porte, obras emergenciais ou qualquer ocorrência que represente risco à segurança dos usuários e das equipes de atendimento. Essas medidas são adotadas apenas quando estritamente necessárias e seguem protocolos operacionais definidos em conjunto com os órgãos competentes, especialmente a Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsável pela coordenação das ocorrências e pela gestão do tráfego.

A concessionária mantém monitoramento permanente de todo o trecho concedido e mobiliza equipes e equipamentos para que o atendimento e a liberação da pista ocorram no menor tempo possível, sempre priorizando a segurança. Em ocorrências de maior complexidade, sobretudo aquelas que envolvem veículos de carga ou produtos com potencial de risco, o tempo de atendimento pode ser maior em razão dos procedimentos técnicos necessários para garantir uma operação segura.

A Via Araucária conta com uma estrutura operacional compatível com as exigências do Contrato de Concessão e fiscalizada periodicamente pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Ao longo dos 473 quilômetros administrados, a concessionária mantém nove bases operacionais estrategicamente distribuídas, equipadas com viaturas de inspeção, ambulâncias, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa e demais recursos necessários para atendimento 24 horas por dia.

Em relação às melhorias de capacidade da BR-277, na Região Metropolitana de Curitiba, o Contrato de Concessão prevê a implantação de faixas adicionais em ambos os sentidos no trecho já duplicado de Curitiba até São Luiz do Purunã, incluindo a Serra de São Luiz do Purunã. Essas obras estão entregues entre 2029 e 2031, conforme o cronograma contratual.”

A Folha também entrou em contato com a Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep) e aguarda a resposta do órgão.

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