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PR-423 terá pavimento de concreto na duplicação entre Araucária e Campo Largo

Ao todo, serão aproximadamente 50 quilômetros de pavimento de concreto, distribuídos entre a duplicação da PR-423, no trecho entre Araucária e Campo Largo, e as obras da BR-277, em Palmeira e Irati

PR-423 terá pavimento de concreto na duplicação entre Araucária e Campo Largo

A duplicação da PR-423, no trecho entre Araucária e Campo Largo, contará com uma tecnologia que deve ampliar a durabilidade da infraestrutura rodoviária. A Via Araucária, primeira concessionária do Paraná a implantar pavimento rígido de concreto em obras de duplicação de rodovias, está adotando a solução em parte das intervenções sob sua concessão, uma tecnologia reconhecida pela elevada resistência estrutural e pela longa vida útil.

A novidade integra o conjunto de obras do terceiro ano da concessão, com previsão de entrega em fevereiro de 2027. Ao todo, serão aproximadamente 50 quilômetros de pavimento de concreto, distribuídos entre a duplicação da PR-423, no trecho entre Araucária e Campo Largo, e as obras da BR-277, em Palmeira e Irati.

Segundo informações da concessionária, enquanto o pavimento asfáltico é tradicionalmente dimensionado para uma vida útil de aproximadamente 10 anos, o concreto pode alcançar de 20 a 30 anos, conforme as condições de projeto, execução e utilização da rodovia. Na prática, isso representa uma estrutura preparada para suportar o tráfego por muito mais tempo, especialmente em corredores com circulação intensa de caminhões e veículos pesados.

Além de resistir melhor aos esforços provocados pelo tráfego, o pavimento rígido proporciona aderência entre pneus e pavimento, contribuindo para a segurança, especialmente em condições de pista molhada. Sua estrutura também permite que eventuais defeitos apareçam de maneira mais localizada, com intervalos maiores entre as intervenções de manutenção.

O resultado esperado é uma rodovia mais durável, com menor necessidade de reparos recorrentes e, consequentemente, menos intervenções que possam impactar a circulação dos veículos. É um investimento que considera não apenas a entrega da obra, mas também o desempenho da infraestrutura durante décadas.

“O pavimento de concreto amplia nossas opções para escolher a solução mais adequada a cada trecho. Essa diversidade permite decisões de investimento mais estratégicas, que consideram o tráfego, a durabilidade e os custos ao longo da vida útil”, destacou Pedro Veloso, diretor de Engenharia da Via Araucária.

 Do que é feito e como se coloca na rodovia?

A implantação do pavimento rígido exige um processo diferente do asfalto. O concreto é produzido em usinas exclusivas para as obras, com capacidade de 120 metros cúbicos por hora na BR-277 e de 180 metros cúbicos por hora na PR-423. A composição combina cimento, areia, brita, água e aditivos, seguindo uma dosagem específica para atender aos requisitos de resistência e durabilidade estabelecidos em projeto.

Depois da preparação das camadas inferiores da rodovia, o concreto é transportado até a frente de trabalho, lançado e distribuído por equipamentos de pavimentação de formas deslizantes. Durante essa etapa, são instaladas barras de transferência e de ligação, que contribuem para o comportamento estrutural da pista. A superfície recebe ainda um tratamento de texturização para garantir condições adequadas de aderência dos pneus.

Outro diferencial das obras da Via Araucária é a utilização de um sistema 3D de controle robotizado que permite controlar automaticamente parâmetros como alinhamento, altura e inclinação da pista, aumentando a precisão da execução e reduzindo a necessidade de ajustes manuais.

A concessionária também adotará a texturização longitudinal, com a formação de sulcos paralelos ao sentido do tráfego. Além de proporcionar aderência entre os pneus e a superfície, inclusive em condições de pista molhada, essa técnica pode contribuir para reduzir o ruído produzido pelo contato dos pneus com o pavimento.

 

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