12/07/2014
Por: Luis Augusto Cabral
A História da unidade da Legrand, que está fechando as portas em Campo Largo, começa muito antes da Legrand e da Lorenzetti, começa quando foi fundada a PIP – Porcelana Industrial do Paraná e a PEP – Produtos Eletrônicos do Paraná, em 1954. Mas no auge da sua vida, a unidade campo-larguense da Lorenzetti foi referência no Estado e no País, como indústria e como melhor empresa para se trabalhar.
A unidade chegou a ter em seus quadros mais de 1.500 funcionários, que tinham ótimos salários, médicos para o trabalhador e seus familiares, Cooperativa de Alimentos, Cooperativa de Crédito, Escola para Alfabetização de Adultos, Coral, Incentivo à Profissionalização dos Funcionários, Esportes (18 modalidades) e até um Trio de Artistas, o Trio Lorenzetti. E, a certa altura da sua história, a empresa quase transferiu para a cidade toda a sua estrutura produtiva e administrativa nacional.
A empresa foi fundada em 1954 por João Stukas e Eurico Bordine, com o nome de PIP – Porcelana Industrial Paraná. No início, tinha uma área de 500m2 e cinco funcionários. Em 1973, o Grupo Lorenzetti, fundado em 1923, adquiriu a planta e a ampliou em área e unidades fabril, três no total, levando o número de funcionários para mais de mil. Em 2001, o grupo francês Legrand comprou a unidade, ampliando ainda mais a linha de produtos e o número de funcionários.
Durante grande parte da história da indústria, de 1960 até 1994, passaram pelos seus livros de registro de empregados mais de 30 mil trabalhadores. Não é força de expressão dos ex-funcionários quando dizem que quase toda a cidade trabalhou na PIP/Lorenzetti. Por isso, e pela importância da empresa para a economia da cidade, a Reportagem da Folha de Campo Largo foi ouvir alguns dos seus ex-funcionários, que contam parte da história da unidade. Um deles, seu ex-presidente, José Maria Benedicto Arruda Botelho, resumiu a história da empresa com uma frase: “Nós éramos felizes e não sabíamos”.