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Campo Largo registra 41 transplantes de órgãos nos primeiros meses de 2026, diz Secretaria de Saúde

Campo Largo registra 41 transplantes de órgãos nos primeiros meses de 2026, diz Secretaria de Saúde

Os dados de 2025 do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), elaborado e divulgado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), confirmam o protagonismo do Estado do Paraná em relação às doações e transplantes de órgãos. Dados do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná (SET/PR) apontam que, somente nos quatro primeiros meses de 2026, em Campo Largo, no Hospital do Rocio realizou 41 transplantes de órgãos, consolidando o município como uma peça importante da rede estadual de alta complexidade.
Do total de procedimentos realizados na instituição, 32 foram transplantes de rim, oito de fígado e um transplante combinado de pâncreas e rim. Os números representam histórias de pacientes que receberam uma nova oportunidade de vida por meio da doação de órgãos.
O desempenho local acompanha o cenário positivo vivido pelo Paraná. Dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), elaborado pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), mostram que o Estado manteve em 2025 uma das maiores taxas de doadores do Brasil, com 38,9 doadores por milhão de habitantes. O índice é quase o dobro da média nacional, que ficou em 20,3 doadores por milhão.
Outro destaque é o percentual de recusa familiar para a doação de órgãos. Enquanto a média brasileira alcançou 45%, o Paraná registrou 33%, resultado considerado fundamental para a manutenção do elevado número de transplantes realizados no Estado.
Ao longo de 2025, foram contabilizados 2.255 transplantes de órgãos e tecidos em território paranaense. Desse total, foram realizados 460 transplantes renais, 293 hepáticos, 31 cardíacos, 1.066 transplantes de córnea e 405 de medula óssea.
Os resultados positivos seguem sendo observados em 2026. Entre janeiro e abril, o Sistema Estadual de Transplantes registrou 225 transplantes de órgãos sólidos - coração, fígado, rim e pâncreas — além de 328 transplantes de córnea.

Trabalho integrado fortalece a rede de transplantes
Para a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná, Juliana Ribeiro Giugni, o desempenho alcançado pelo Estado é resultado de uma atuação conjunta que envolve hospitais, Organizações de Procura de Órgãos (OPOs), equipes transplantadoras, laboratórios e bancos de tecidos. “É um trabalho muito consistente que envolve a dedicação de profissionais e uma série de medidas, como a capacitação contínua desses trabalhadores e a manutenção de investimentos voltados à melhoria da estrutura e ao fortalecimento dos processos de trabalho”, explicou.
Ela ressalta que a continuidade desse crescimento depende também do fortalecimento da cultura da doação de órgãos junto à população. “O aumento dos transplantes depende do fortalecimento da cultura de doação na sociedade, do esclarecimento sobre mitos relacionados ao processo, da redução da recusa familiar e da manutenção de um processo de trabalho estruturado e eficiente”, destacou.

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