Na Mecânica Intercooler os pilares de trabalho são a honestidade, a responsabilidade, o aperfeiçoamento e o conhecimento.
Na Mecânica Intercooler os pilares de trabalho são a honestidade, a responsabilidade, o aperfeiçoamento e o conhecimento.
No mundo mais de 80% das empresas são familiares, no Brasil esse número aumenta para 85%, de acordo com dados do Sebrae de 2005 e em Campo Largo também é possível ver empresas familiares de todos os portes. As estatísticas de sobrevivência das empresas familiares no município é alto, mas para ter um desenvolvimento pleno é preciso planejamento.
Na Mecânica Intercooler os pilares de trabalho são a honestidade, a responsabilidade, o aperfeiçoamento e o conhecimento. “Intercooler é um nome a zelar, uma responsabilidade, sem dúvida, é preciso preservá-lo”, comenta o proprietário Antonio Carlos Benato, mais conhecido como Pico.
Na família Benato há vários mecânicos, e grande parte aprendeu com o fundador da mecânica, Antonio Evangelista Benato, que desempenhou a profissão durante muitos anos, e que tinha além da paixão por carros, amor por caçar, jipe, política e cachorro, eram mais de dez em casa.
A mecânica existe há mais de 40 anos, mais da metade desse tempo como Intercooler, mas o barracão em que está instalada, às margens da Rodovia 277, sentido Campo Largo – Curitiba já foi Mecânica Santo Antônio e Mecânica Benato quando seu pai era o administrador; durante um tempo foi locada para a concessionária Volksvagen de Carlos Zanlorenzi e funcionou a Mecânica Bela Vista.
Antonio Benato procurou dar aos quatro filhos estudo, mas Constante Angelo (Tante) preferiu trabalhar na mecânica desde cedo, já Pico formou-se em Patologia Clínica, mas não chegou a atuar na área. Em 1989 Pico reestruturou a mecânica e hoje tem constituída uma família dentro do ambiente de trabalho, são oito funcionários “não mando, peço”, declara Pico, responsável pela administração da Intercooler. Já Tante é conhecido como herói entre os mecânicos de Campo Largo, pela sua experiência e habilidade em consertar carros, e constantemente é chamado por colegas de profissão para ajudar a resolver problemas mecânicos.
Trabalho
de confiança
A correria faz parte da rotina de Pico, que chega a trabalhar 14 horas por dia, mas o final de semana é reservado para a família. A clientela é fiel, João de Andrade Tigrinho morador de Bateias foi caminhoneiro de 1972 a 1980, e já levava seu automóvel para consertar na oficina e agora seu filho, Cezar prioriza a oficina para fazer melhorias em seu carro, “é uma troca de pai para filho”, conta João.
A oficina também oferece algumas comodidades, como uma sala de espera, enquanto o carro é consertado, o cliente pode esperar e preencher o tempo com uma boa leitura; o serviço de “leva e trás” e algumas adaptações para o público feminino, cada vez frequente nas oficinas mecânicas.
No comércio, Pico disse que o cliente precisa se sentir lembrado, por isso faz questão de saber o nome de cada cliente, apesar dos 50 atendimentos diários. Para estar competitiva no mercado, a equipe constantemente faz cursos sobre novas tecnologias. A mecânica tem um dos mais modernos equipamentos na área de mecânica, o Raster, equipamento que faz o diagnóstico do sistema de injeção eletrônica dos veículos. E de acordo com Pico a cada 12 segundos uma novidade automotiva surge.
A oficina que está em sua segunda geração, deve chegar a terceira geração com o filho de Pico, Igor de apenas 11 anos, que se interessa muito pela área de mecânica e vai a empresa pelo menos três vezes na semana. Um sonho que nasceu com Antonio Evangelista, transcorre o caminho com Pico e em breve deve chegar a terceira sucessão, uma história de família que sobrevive ao tempo e mantém uma tradição.