Saúde

Caso de meningite acende alerta para sintomas, vacinação e cuidados em crianças, orienta Saúde

Secretaria de Saúde esclareceu sobre quais situações exigem atitude imediata das famílias na busca por atendimento médico

Caso de meningite acende alerta para sintomas, vacinação e cuidados em crianças, orienta Saúde

A confirmação de um caso de meningite bacteriana em Campo Largo nesta semana acendeu o alerta entre pais, responsáveis e comunidade escolar sobre os cuidados necessários diante da doença, especialmente em crianças pequenas. Em meio às dúvidas recebidas pela reportagem, a Folha de Campo Largo procurou a Secretaria Municipal de Saúde para esclarecer o que se sabe, quais medidas foram adotadas e como identificar sinais de alerta.
Dados repassados pela Secretaria mostram que, em 2025, Campo Largo registrou 13 casos de meningite, com um óbito, de um homem de 61 anos e em 2026, até o momento, foram contabilizados seis casos, com um óbito. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o caso mais recente envolveu uma criança de 03 anos, com óbito registrado no dia 05 de abril, em um hospital pediátrico de Curitiba. A confirmação foi recebida oficialmente pelo município na manhã do dia 06 de abril. 
Segundo a médica infectologista e secretária municipal de Saúde, Luiza Marochi Almeida, o exame de líquor apontou quadro compatível com meningite bacteriana, embora sem identificação do agente etiológico específico. A secretária destacou ainda que, até o momento, não há indícios de surto ou relação com outros casos no município. “Trata-se de um caso isolado, sem notificação em nosso município de outros casos suspeitos.”
Uma das principais dúvidas levantadas por pais e responsáveis dizia respeito à manutenção das aulas no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) frequentado pela criança. Segundo a Secretaria, a decisão de não suspender as atividades seguiu protocolos técnicos do Ministério da Saúde. “De acordo com os protocolos do Ministério da Saúde, a suspensão das aulas não é recomendada como medida de controle para casos isolados de meningite. As características clínicas e epidemiológicas desse caso não indicavam a necessidade de fechamento da unidade”, ressalta Dra. Luiza. 
Segue explicando que a conduta adotada baseia-se em evidências técnicas, priorizando a identificação e acompanhamento de contatos próximos; monitoramento de sintomas e atualização do calendário vacinal. A Secretaria também orienta que pessoas com sintomas suspeitos não frequentem a escola ou outros ambientes coletivos, devendo ser encaminhadas imediatamente para avaliação médica.
A Secretaria informou que também houve reforço nas orientações de higienização dentro do ambiente escolar, incluindo a limpeza e desinfecção de superfícies e objetos de uso coletivo. Embora a higienização deva ser contínua independentemente da ocorrência de casos, a orientação foi reforçada à unidade escolar “considerando que diversos agentes infecciosos podem ser transmitidos em ambientes coletivos”.
As famílias da comunidade escolar, segundo a pasta, foram oficialmente orientadas sobre a situação e os protocolos adotados. A comunicação foi feita por meio de memorando encaminhado à unidade.
De acordo com a secretária, o procedimento padrão nesses casos inclui “comunicação formal à direção da unidade escolar, repasse de informações claras e objetivas aos pais e responsáveis, e disponibilização de canal direto com a Vigilância Epidemiológica para esclarecimento de dúvidas”. A Secretaria Municipal de Saúde mantém ainda um canal de atendimento à população pelo WhatsApp: (41) 3291-5324.

O que é meningite e quando procurar ajuda?
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, podendo ser causada por vírus, bactérias, fungos ou outros agentes. Entre as formas mais graves está a meningite bacteriana, que exige atendimento rápido e pode evoluir com gravidade em poucas horas.
Segundo Dra. Luiza, os principais sinais e sintomas de alerta incluem febre alta súbita, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas e vômitos, sonolência, irritabilidade ou confusão mental, sensibilidade à luz e convulsões.
Em bebês e crianças pequenas, os sinais podem ser mais difíceis de reconhecer, justamente porque muitas vezes aparecem de forma menos específica. Entre eles, a infectologista e secretária cita o choro persistente e inconsolável, recusa alimentar, moleira (fontanela) abaulada, irritabilidade ou prostração, 
vômitos e febre.
A orientação é não esperar o quadro piorar. “Deve-se procurar atendimento médico imediato diante de febre associada à sonolência ou irritabilidade intensa, convulsões, dificuldade para acordar, rigidez corporal ou manchas na pele”, alertou.

Vacinação continua sendo a principal proteção
“A vacinação é a principal forma de prevenção contra as formas mais graves de meningite, especialmente as bacterianas”, afirmou Dra. Luiza.
Ela lembra que o calendário vacinal infantil contempla imunização contra alguns dos principais agentes causadores da doença, como meningococo, pneumococo e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Segundo a pasta, Campo Largo mantém cobertura vacinal adequada principalmente nas primeiras doses entre menores de 01 ano, mas a orientação é para que pais e responsáveis não 
negligenciem os reforços.

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