No último dia 03 de setembro, foi analisado, com votação e discussão de propostas legislativas, o projeto de lei que pode conferir a Campo Largo o título de Capital Nacional da Louça, representando mais um passo rumo ao título. O PL nº 2896/2024 teve o parecer aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, em Brasília, sem discussão e com leitura do parecer dispensada.
Segundo a tramitação, o projeto foi encaminhado no dia 05 de setembro para a Coordenação de Comissões Permanentes (CCP) e enviado para publicação oficial no Diário da Câmara dos Deputados. Segundo informações da Câmara, o projeto tramita em caráter conclusivo e pode seguir para o Senado, caso não haja recurso para análise pelo Plenário. Para virar lei, é preciso ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
O fato, que ocorreu um dia antes da abertura da 32ª edição da Feira da Louça de Campo Largo, repercutiu entre as autoridades presentes.
O vice-governador do Paraná, Darci Piana, ressaltou a importância econômica e turística da cidade. “É um orgulho para o Estado do Paraná ter uma produção que atende todo o país. Campo Largo é a nossa Capital da Louça. Agora, com o título oficializado, esse reconhecimento se torna ainda mais forte e poderá ser divulgado em todo o mundo. Muitos turistas vêm aqui para comprar nossa louça, que, além de mais acessível, apresenta qualidade superior ao que é produzido em outros países. Estamos muito satisfeitos com o que tem sido feito e produzido em Campo Largo.”
“Campo Largo é conhecida há muito tempo por sua excelência ceramista, e pleiteia o título de Capital Nacional da Louça. Recebemos com alegria a notícia que foi aprovado pela CCJ e agora segue para o Senado e seguir o rito de oficialização. Nós já somos reconhecidos como a Capital Nacional da Louça e esse título já é nosso. Esse reconhecimento vem como resultado de um esforço coletivo e abrirá novas portas para o turismo de negócios e a valorização local”, declarou Fabio Germano, presidente do Sindilouça.
O prefeito Mauricio Rivabem destacou a relevância do título para a cidade. “O destaque que Campo Largo receberá com esse título terá impacto positivo para nossa cidade. A visibilidade é muito importante, e entrar para o calendário nacional é uma oportunidade valiosa. Somos a Capital Nacional da Louça, responsável por cerca de 80% da produção de louça de mesa, atendendo hotéis e restaurantes em todo o país. Com essa oficialização, pessoas de todas as regiões saberão que, ao passar por aqui, terão acesso a louças de qualidade.”
Como presidente da Comissão de Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados, o deputado federal Beto Richa foi o subscrevente da relatoria do projeto do deputado Paulo Litro, visando a aprovação do PL. “Agora este projeto vai para o Plenário para que tenhamos o reconhecimento nacional de que Campo Largo é, de fato, a Capital Nacional da Louça. Isso é inegável, tanto que, por todas as comissões que o projeto passou, os deputados aprovaram por unanimidade. Isso trará muito orgulho para nós, paranaenses, em poder ter mais este título no estado do Paraná.”
O senador Sérgio Moro acredita que o projeto passará sem resistência pelo Congresso em breve. “Campo Largo já é a Capital da Louça, essa legislação vem para oficializar este fato. Quando este projeto for para o Senado, iremos trabalhar para que ele seja aprovado rapidamente. Não vejo possibilidade de resistência. Quem consagrou Campo Largo como Capital da Louça foram os cidadãos campo-larguenses; para o Congresso, este é apenas um detalhe formal.”
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Pedro Parolin Teixeira, este título já está intrínseco ao campo-larguense. “Durante a audiência pública de defesa do título, realizada em julho, um deputado comentou que uma cidade que recebeu um título de capital nacional teve aumento de mais de 30% nas vendas. Esse reconhecimento oficial é um chamariz e agrega valor ao nosso produto, aumentando também a procura.”
Fabio ressalta também o trabalho desempenhado pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná - Fiep, que defendeu o avanço deste projeto por meio de discussões junto às autoridades diretamente em Brasília, no Distrito Federal.
Relembre o processo
O projeto de lei 2896/24 foi resultado direto da primeira reunião entre o presidente do Sindilouça, Fábio Germano, e Paulo Litro, realizada em 09 de julho de 2024, sendo protocolado no dia 15 do mesmo mês e ano, o que garantiu a continuidade e formalização do trâmite legislativo. O requerimento para a realização da audiência foi apresentado pelo deputado federal Luiz Nishimori e subscrito pelo deputado federal Beto Richa.
No documento de requerimento para a realização da audiência pública, Nishimori ressaltou que “Campo Largo possui uma tradição centenária na produção de louças, com um setor que não só fomenta a economia local, mas também gera milhares de empregos e contribui para o desenvolvimento sustentável da cidade e da região.”
No dia 08 de julho, uma audiência pública foi realizada na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, em Brasília, reunindo autoridades municipais, representantes do setor e lideranças locais para defender a relevância econômica, histórica e cultural da cerâmica na cidade.
O debate foi articulado pelo deputado Paulo Litro, autor do PL 2896/24, e contou com apoio dos deputados Luiz Nishimori e Beto Richa. O prefeito Mauricio Rivabem, o secretário de Desenvolvimento Econômico Pedro Parolin Teixeira; o presidente da Câmara Municipal de Campo Largo, Alexandre Guimarães; o presidente do Sindilouça, Fabio Germano, e a jornalista Danielli Artigas destacaram a tradição centenária, a força econômica e o potencial turístico da louça campo-larguense.
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CCJ aprova projeto que pode dar título de Capital Nacional da Louça a Campo Largo