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Agroindústria de embutidos campo-larguense obtém certificação para vender em todo o Brasil

N Madeiras busca por áreas com plantação de pinus e eucalipto para compra e extração
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Agroindústria de embutidos campo-larguense obtém certificação para vender em todo o Brasil

Campo Largo, que faz parte do Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (COMESP), continua vendo o desenvolvimento e as novas oportunidades se abrindo às agroindústrias locais. E isso passa pela profissionalização e pela ampliação do alcance dos produtos produzidos aqui, que estão indo cada vez mais longe. É o caso da conquista da agroindústria campo-larguense Nono Piero, localizada na região do Salgadinho.

Desde 2010 eles se dedicam à produção de embutidos, defumados, linguiças e cortes suínos. No início de 2024 conquistaram o selo do COMESP e, com um trabalho pautado na excelência e no compromisso com a segurança alimentar, passaram pela auditoria e alcançaram a equivalência ao SISBI – Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal, um importante reconhecimento nacional que certifica a qualidade dos seus processos e permite que seus produtos sejam comercializados em todo o Brasil.

A certificação foi entregue pela Prefeitura de Campo Largo, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária (SMAP), para Vanderlea B. Marcon, sócia-proprietária da salumeria, durante a 1ª Mostra de Produtos da Agroindústria de Campo Largo, realizada no começo de novembro, no Centro de Eventos Prefeito Emídio Pianaro.

Todos os municípios que fazem parte do Consórcio devem ter uma legislação municipal de regulamentação. E Campo Largo tem, desde junho de 2023, a Lei Municipal nº 3.613, do Serviço de Inspeção Municipal de Produtos de Origem Animal (SIM/POA) - saiba mais aqui. A lei consolida a oportunidade para aqueles que, assim como o Nono Piero, desejam ampliar seus negócios dentro da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) - desde que estejam registrados no SIM/POA de Campo Largo.

 

O que isso significa?

Obter o selo SISBI é uma atestado da qualidade e garantia do aumento do público que vai comprar os produtos de origem animal. Amanda de Jesus Hervis, médica veterinária da Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária e fiscal do SIM/POA que orienta as agroindústrias locais, lembra que essa era a meta da empresa de embutidos quando iniciou seu processo de internalização no COMESP.

“Ao iniciar as adequações dos processos sanitários é natural que as agroindústrias ampliem seus objetivos. É um processo gradual de ajustes e de conquistas, porque a profissionalização vai trazendo, no horizonte, a possibilidade de aumentar seu mercado consumidor. E quem não quer vender mais, não é mesmo? Essas certificações que culminam no selo SISBI são as confirmações da qualidade e do alcance dos produtos feitos em Campo Largo”, afirma a especialista que, depois de acompanhar o processo do Nono Piero, está orientando outras agroindústrias locais que estão em processo de conquistar o selo COMESP, como a Chácara Boa Vista de queijos, por exemplo.

 

Entenda como funcionam os selos

Para estarem aptas a vender produtos de origem animal - carnes, leite, ovos, mel, pescados e seus derivados - as agroindústrias (de qualquer porte) devem passar, primeiramente, pela orientação do Serviço de Inspeção Municipal de Produtos de Origem Animal (SIM/POA) sobre os procedimentos de inspeção e fiscalização sanitária. Estando dentro dos parâmetros, os produtores obtêm o selo SIM/POA e, com isso, podem comercializar sua produção dentro do município. É o caso, por exemplo, dos feirantes da Feira do Produtor Rural que acontece aos sábados.

Para ampliar a comercialização para fora da cidade, a etapa seguinte é participar do processo de desenvolvimento e adequação indicado pelo Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (COMESP). Esse processo prepara as agroindústrias conforme as indicações da organização entre os municípios, e aumenta consideravelmente o alcance de venda dos produtos de origem animal, para cerca de quatro milhões de consumidores, pois o âmbito do Consórcio soma 32 municípios (capital, RMC e litoral).

“Esse selo COMESP já é uma realidade para diversas agroindústrias de Campo Largo, puxadas pelo Nono Piero que foi o primeiro a obter nosso selo e que alça vôos maiores agora. Estamos felizes em ver esse movimento das agroindústrias do município”, ressalta Fernanda Graciela Marciniuk, supervisora do Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná.

 

Caminho para chegar no SISBI

A salumeria local já tem o selo SIM/POA desde 2011 e obteve o selo COMESP em janeiro de 2024. Juliano Marcon, sócio-proprietário do Nono Piero, conta que chegar até o selo SISBI levou mais de três anos, várias reformas, um investimento estimado entre 3 e 4 milhões de reais, e um espaço de produção atual de 1.100 m², com um fluxo totalmente diferente.

“Agora que alcançamos o selo é hora de decolar, estamos “bem loucos”, já em contato com vários fornecedores do Brasil inteiro, e com os planos feitos, o ano que vem promete muito. Agora nosso tamanho é outro e a parte logística a gente tem que adequar muito bem. O cuidado tem que ser dez vezes maior do que tínhamos antes, e já era um cuidado grande. Nossa produção, veja, ela triplica, e temos que manter a mesma qualidade. É uma enorme responsabilidade, agora é fazer decolar o negócio ainda mais”, afirma Juliano.

“Com um trabalho pautado na excelência e no compromisso com a segurança alimentar, essa conquista representa o mérito do Nono Piero e de sua equipe, e também é resultado da atuação conjunta com o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), revelando nosso comprometimento em fortalecer o setor agroindustrial local. Incentivamos os novos negócios, ainda mais com esse marco que reafirma o potencial das agroindústrias de Campo Largo e projeta o município para todo o país, inspirando outros empreendedores a vender mais e melhor”, finaliza Bohdan Metchko Filho, secretário de Agricultura e Pecuária do município.