Domingo às 01 de Fevereiro de 2026 às 11:39:04
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Corpo de Bombeiros faz alerta após mortes por afogamento envolvendo campo-larguenses

Corpo de Bombeiros faz alerta após mortes por afogamento envolvendo campo-larguenses

O Corpo de Bombeiros de Campo Largo reforçou um alerta importante à população após terem sido registradas três mortes de moradores do município por afogamento entre os dias 20 de novembro e 05 de dezembro. Com a chegada das altas temperaturas e a aproximação das férias, o risco de acidentes aumenta significativamente, especialmente em rios, lagos, cavas, piscinas e outros ambientes aquáticos. 
De acordo com o tenente Felipe Pacheco, é essencial redobrar os cuidados. Ele explica que o Brasil registra, em média, 5.900 mortes por afogamento todos os anos e que 75% dessas ocorrências acontecem em águas internas, como rios, lagos, cavas, piscinas e tanques. Por isso, escolher locais próprios e supervisionados por guarda-vidas é fundamental.
O tenente também destaca que os perfis das vítimas variam conforme o ambiente. “Em situações domésticas, o afogamento ocorre com maior frequência entre crianças de 01 a 05 anos. Já em locais como açudes, rios, lagos e cavas, o grupo mais vulnerável são adolescentes e jovens do sexo masculino, com idades entre 13 e 25 anos. A supervisão constante é indispensável, por isso pais e responsáveis, fiquem de olho nos seus filhos. Deixe o celular de lado e monitore. Seja na praia, no lago, no rio ou na piscina, a atenção precisa ser permanente.”

O que fazer ao presenciar um afogamento
O tenente explica que ao identificar o afogamento, o primeiro passo para agir com segurança é, ao perceber a situação, principalmente pelo gesto clássico da mão erguida pedindo socorro, muitas vezes acompanhado de movimentos de desespero na tentativa de permanecer na superfície da água, a primeira atitude deve ser ligar imediatamente para o telefone 193, acionando o Corpo de Bombeiros.
Em seguida, é preciso tentar fornecer algum objeto que ofereça flutuação à vítima, como uma bola, uma garrafa PET ou uma tampa de isopor, mas sem entrar na água. “Quem não tem treinamento em salvamento não deve tentar alcançar a vítima nadando, pois corre o risco de se tornar mais uma pessoa em perigo. Depois que a vítima estiver fora da água, deve-se oferecer suporte imediato. Se ela estiver consciente e respirando, o recomendado é colocá-la em posição lateral de segurança, deitada sobre o lado direito, para facilitar a respiração e auxiliar na eliminação de água”, orienta.
Nos casos em que a vítima estiver em parada cardiorrespiratória, caso saiba realizar manobras de reanimação cardiopulmonar pode iniciá-las até a chegada dos bombeiros. Porém se não tiver conhecimento técnico, deve aguardar a equipe e manter a segurança da vítima. O tenente reforça que a prevenção é sempre o caminho mais seguro e lembra que, no litoral do Paraná, para onde grande parte da população vai durante o período de férias de verão, os guarda-vidas estarão a postos durante a temporada para orientar os banhistas e garantir a segurança de todos.