Domingo às 01 de Fevereiro de 2026 às 10:02:56
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Bebê precisa de capacete ortopédico para tratar deformidade craniana e família faz campanha solidária

Bebê precisa de capacete ortopédico para tratar deformidade craniana e família faz campanha solidária



Com apenas 08 meses de vida, o pequeno Neythan Samuel Morais Padilha, morador do bairro Francisco Gorski, em Campo Largo, enfrenta um desafio que exige tratamento especializado e urgente. Diagnosticado com plagiocefalia e braquicefalia em grau grave, o bebê necessita do uso de um capacete ortopédico feito sob medida para corrigir a deformidade no crânio, mas o equipamento não é fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e tem custo elevado, que chega a R$ 14 mil.
Filho de David Samoel Morais Padilha e Daniele Raquel Morais Padilha, Neythan completa nove meses no próximo dia 05 de fevereiro. Segundo os pais, a gestação foi tranquila e o parto foi realizado por cesariana, sem intercorrências.
A família buscou atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS), mas foi informada de que as consultas com pediatra estariam disponíveis apenas a partir do quarto mês. Diante da situação, os pais optaram por consultas particulares, custeadas com esforço próprio, para acompanhamento durante o primeiro ano de vida da criança, como acontece normalmente.
Porém, nos primeiros meses de vida, Neythan apresentava um choro frequente e uma limitação de movimentos da cabeça, quando perceberam que ele só virava a cabeça para o lado esquerdo. Aos quatro meses, os pais perceberam uma alteração no formato do crânio do bebê.
Com a persistência dos sintomas, o médico solicitou avaliação com neurologista pediátrico e a realização de uma tomografia. O exame confirmou a presença de deformidade craniana, e Neythan foi encaminhado para acompanhamento com um osteopata, em Curitiba, onde também passou por um exame em 3D para medição detalhada do crânio.

Diagnóstico e necessidade 
de tratamento específico
No dia 19 de dezembro de 2025, a família recebeu o diagnóstico de plagiocefalia e braquicefalia, além da confirmação de que o bebê apresentou torcicolo congênito, condição em que o bebê permanece por longo período com o pescoço e a cabeça posicionados para o mesmo lado ainda durante a gestação.
De acordo com as orientações médicas, se o diagnóstico tivesse sido feito até o terceiro mês de vida, o tratamento poderia ser realizado apenas com fisioterapia. No entanto, devido à idade atual de Neythan, o uso do capacete ortopédico modelador passou a ser a alternativa mais eficaz.
“Foi explicado que o ideal seria ter iniciado o uso aos 06 meses. Hoje ele já apresenta algumas sequelas, como desalinhamento da arcada dentária e das orelhas, além de atrasos motores, o que é o mais grave. Ele ainda não senta, não engatinha e não tem firmeza no corpo”, conta Daniele.

Atendimento pelo SUS e custos elevados
Por se tratar de um caso considerado grave, o SUS autorizou 20 sessões de fisioterapia, realizadas três vezes por semana. No entanto, o capacete ortopédico não é fornecido pela rede pública de saúde.
O custo do equipamento, que é confeccionado sob medida e ajustado semanalmente, é de R$ 14 mil, valor que a família não consegue arcar diante das demais despesas. Segundo os pais, já foram feitas tentativas de buscar apoio junto ao poder público, mas até o momento não houve retorno positivo.
A solução encontrada pela família foi a abertura de uma campanha com a vakinha online, cujo o objetivo de arrecadar o valor necessário para a aquisição do capacete. O uso do capacete é indicado principalmente entre os quatro e 12 meses de idade, período em que o crânio do bebê ainda apresenta maior capacidade de moldagem.
Na descrição da campanha, os pais explicam que a assimetria craniana não tratada pode gerar consequências que vão além da estética, incluindo problemas funcionais, atrasos no desenvolvimento motor e impactos na qualidade de vida ao longo dos anos.
A contribuição pode acontecer via chave Pix 5873583@vakinha.com.br ou pelo link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-comprar-o-capacete-ortopedico-do-bebe-neythan?utm_source=social-shares&utm_medium=website&utm_campaign=whatsapp. 

Alerta para diagnóstico precoce
Além da campanha, a família reforça a importância da capacitação de profissionais de saúde para o reconhecimento precoce dessas condições. “Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de um tratamento simples, rápido e com bons resultados”, destacam.