A família do jovem Felipe Oliveira Fernandes, de 13 anos, está promovendo uma rifa on-line de uma TV LED de 50 polegadas com o objetivo de arrecadar recursos para a reforma da casa onde irão morar. A principal necessidade é a adequação da calçada e dos acessos, para garantir a mobilidade de Felipe, que tem diagnóstico de paralisia cerebral e utiliza cadeira de rodas.
Cada número da rifa está sendo vendido por R$ 9,90, e o sorteio será realizado assim que todos os números forem comercializados. O valor arrecadado será destinado às obras de acessibilidade, fundamentais para a rotina do adolescente, que necessita de cuidados permanentes. Para adquirir um número clique aqui.
Segundo a família, a mudança para o novo imóvel representa uma oportunidade de oferecer mais segurança e dignidade ao jovem, mas a falta de recursos torna inviável arcar com as adaptações necessárias sem ajuda da comunidade.
Relembre a história
Felipe Oliveira Fernandes nasceu prematuro e teve complicações graves ainda durante a gestação, que, segundo o pai, José Eduardo Fernandes da Silva, foram agravadas por uma sequência de erros médicos. A mãe de Felipe apresentou fortes dores abdominais a partir do sexto mês de gravidez, mas exames não foram realizados. No oitavo mês, após ser levada a uma maternidade em Curitiba, o bebê entrou em sofrimento fetal.
Felipe nasceu sem líquido amniótico, com o cordão umbilical enrolado no pescoço e sinais de aspiração de mecônio. O atendimento ao recém-nascido teria sido atrasado em cerca de 20 horas. Após o parto, a mãe sofreu uma hemorragia interna e precisou ser transferida para um hospital em Campo Largo, enquanto Felipe permaneceu internado em Curitiba. Dias depois, ela faleceu.
Desde então, José Eduardo passou a dedicar a vida aos cuidados do filho. Foram dois meses de internação hospitalar e, posteriormente, anos de dedicação exclusiva. Hoje, os custos mensais para manter a qualidade de vida de Felipe chegam a R$ 7.500, podendo ultrapassar R$ 12 mil quando há necessidade de cuidadoras. As despesas incluem terapias, medicamentos não fornecidos pelo SUS, fraldas, manutenção da cadeira de rodas e uma dieta especial buscada em Curitiba.
Há nove anos, José Eduardo reconstruiu a vida ao lado de uma companheira, que o auxilia nos cuidados com Felipe. “É uma luta diária, mas também é feita de amor e parceria”, afirma.