A ligação entre Campo Largo, Balsa Nova e Araucária passa por uma transformação de um projeto maior, que pretende ampliar a capacidade das rodovias, melhorar a segurança e criar novas alternativas para o deslocamento de veículos na Região Metropolitana de Curitiba. Parte desse processo e projeto desenvolvido a partir de um sonho antigo, está na duplicação da PR-423, que já está em estágio avançado e tem previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2027.
Durante um evento realizado na última sexta-feira (11), o governador Carlos Massa Ratinho Junior atualizou o andamento do projeto e afirmou que o trecho que vem de Balsa Nova em direção a Araucária está com mais da metade da obra encaminhada. Segundo ele, a previsão é que essa etapa seja concluída entre abril e maio do próximo ano. “O Novo Contorno, que vem de Balsa Nova a Araucária, vai terminar possivelmente até abril ou maio do ano que vem, visto que já está com 65% da obra encaminhada”, afirmou o governador.
A declaração se refere a um conjunto de intervenções que estão sendo implantadas para criar um novo eixo de circulação na região. Embora as obras estejam relacionadas, a duplicação da PR-423 e o novo Corredor Metropolitano são intervenções distintas. A primeira amplia uma rodovia que já existe entre Campo Largo e Araucária, enquanto a segunda prevê uma nova ligação a partir de Araucária até a BR-116, na região de Fazenda Rio Grande.
PR-423 ganha mais capacidade
A PR-423 é uma das principais ligações entre Campo Largo e Araucária e também tem importância para os deslocamentos de quem circula pela região de Balsa Nova. A duplicação modifica a configuração atual da rodovia, ampliando a capacidade de circulação e proporcionando maior separação entre os fluxos de veículos.
Segundo informações repassadas pela Via Araucária à Folha, ainda no final de agosto, as obras estão em estágio avançado. Os trabalhos estavam concentrados na conclusão da terraplenagem, no avanço da pavimentação e na execução das obras especiais, estruturas necessárias para a implantação da nova configuração da rodovia.
Ao longo da execução, um dos principais desafios apontados pela concessionária foi conciliar o avanço das obras com a manutenção da segurança e da fluidez do tráfego. Conforme a empresa, ajustes operacionais foram realizados de acordo com a evolução das diferentes frentes de trabalho.
A Via Araucária também informou que o planejamento das intervenções considera aspectos técnicos, operacionais, ambientais, de segurança viária e de gestão do tráfego. O trabalho é acompanhado de forma contínua, com diálogo com órgãos públicos e demais envolvidos para definir as estratégias conforme as características de cada intervenção.
Uma nova ligação a partir de Araucária
A duplicação da PR-423 não é uma obra isolada, uma vez que ela integra um planejamento mais amplo para criar um novo caminho na Região Metropolitana.
Em agosto de 2025, o Governo do Paraná autorizou a contratação do novo Corredor Metropolitano de Curitiba. Segundo informações divulgadas pelo Estado à época, o projeto prevê uma nova rodovia de aproximadamente 9,5 quilômetros, ligando a BR-476, em Araucária, à BR-116, na divisa entre Curitiba e Fazenda Rio Grande. O investimento anunciado para esse trecho foi de aproximadamente R$ 336 milhões. O projeto prevê duas faixas de circulação em cada sentido, além de estruturas como viadutos, ponte, trincheira e ciclovias.
Na prática, a nova ligação deverá se conectar ao eixo formado pela PR-423 duplicada. Assim, quem estiver vindo da região de Campo Largo poderá seguir em direção a Araucária e, posteriormente, acessar uma nova ligação até a BR-116, criando uma alternativa às rotas atualmente utilizadas.
A intenção é distribuir melhor o fluxo de veículos que circula pela Região Metropolitana, onde a estimativa apresentada pelo governo é de que o novo eixo possa reduzir entre 35% e 40% o movimento no atual Contorno Sul, que recebe cerca de 70 mil veículos por dia.Por isso, apesar de serem obras diferentes, a duplicação da PR-423 e o novo Corredor Metropolitano fazem parte de uma mesma estratégia de mobilidade regional.
A ligação não termina em Araucária. O projeto maior prevê ainda a continuidade em direção a Fazenda Rio Grande, mas essa etapa terá um cronograma diferente. Também na sexta-feira, Ratinho Junior afirmou que o trecho até Fazenda Rio Grande deverá levar mais tempo para ser concluído e tem previsão de finalização em a parte fique pronta em 14 meses. A diferença está na complexidade da obra. Segundo Ratinho, será necessário construir um trecho novo de rodovia, em uma área onde não existia anteriormente uma estrada com essa configuração.